sexta-feira, agosto 29, 2008

Telefonia Móvel / Fora de foco

Telefonia Móvel

Em alguns pontos, definitivamente, as privatizações foram positivas. Basta olharmos o exemplo das empresas de telefonia celular. Hoje temos a Agência Reguladora, temos concorrência nos preços de ligação, de aparelhos, nas propagandas e até nas preocupações sociais. Vimos a Oi com a sensacional campanha pelo desbloqueio dos aparelhos, agora, todas as concorrentes falando sobre a portabilidade. Não acredito que a campanha pelo desbloqueio seja alcançada, mesmo assim, a briga está grande.


Anúncios do TSE

Você pode achar que estou exagerando, mas, sinceramente, os anúncios do TSE me irritam. O homem emotivo que chora sempre que o seu telefone toca, a mulher que anda em círculos que fica dando voltas quando está com pressa e o homem sapateador. Para o que pretende, a propaganda é bem feitinha, mas eu não acho correto o TSE incentivar um “votar por votar”. Na verdade, o incentivo deveria ser outro, bem diferente deste. Quando falo em “votar por votar”, é porque o TSE se preocupa apenas em incentivar a população a votar, mas em nenhum momento fala sobre o funcionamento das eleições. Os cidadãos precisam votar no menos pior. Não temos uma ferramenta para negar os candidatos que ali estão. Esta ferramenta deveria existir. Temos o direito de não aceitarmos aqueles candidatos.

terça-feira, agosto 26, 2008

Mais historinhas de ônibus ...




Papo de ônibus – Jujubas

Hoje, mais uma vez, precisei pegar um ônibus. A viagem foi tranqüila na ida e na volta, mas o que vou contar aconteceu durante a volta, do centro até a 13 de julho. Acho que quem anda de ônibus já deve ter visto uns garotos vendendo jujubas e falando com um sotaque engraçado. Eu hoje resolvi bater um papo com o vendedor das jujubas e ele me disse que a idéia de vender teria sido uma iniciativa dele. Eu antes achei que fosse uma idéia de alguma ONG ou de algum órgão, mas esse camarada me informou que não. Na verdade, eu continuo meio desconfiado visto que seria muita coincidência todos eles resolverem vender balas em ônibus anunciando seus produtos com aquele sotaque engraçado sem receber uma orientação para isso. De qualquer forma, eu achei válida a idéia. Esse camarada com quem conversei, parecia ter mais de 18 anos e se disse contrário à presença de crianças nesta atividade. Claro que ele pensa assim, afinal, são seus concorrentes. Acho isso uma questão bem complexa e acredito que alguma ONG ou órgão governamental deveria instruir esses meninos para que eles tenham mais sucessos nessas vendas, não só nos ônibus, mas em outros locais. Há quem nasça com o dom de vender e ao exercitarem essa habilidade em locais públicos essas pessoas, antes invisíveis aos olhos da sociedade podem ser descobertas por empresários do comércio da cidade. Idéias existem de sobra, o que falta é a vontade de fazer as coisas darem certo.


Papo de barbearia

Hoje fui cortar cabelo numa barbearia aqui perto de casa. É interessante como as pessoas adoram falar em códigos como se os outros não fossem perceber. Tinha um pessoal na barbearia conversando comigo. Ele, dizia que estava dando aulas de surf pra ela, em seguida, disse que a aula tinha sido um pouco superficial. Ela disse que andava bem light ultimamente, tinha medo de ter a aula prática de surf e engolir muita água e acabar com a barriga grande. Para desmoralizar de vez, o camarada chegou pra ela e mandou: Você só bebe água se quiser... Acho que quando eu saí de lá, ela deve ter ficado se perguntando se eu teria entendido a essência do papo.


Manequins brigões

A mente humana é uma coisa interessante, sem perceber, pensamos em cada viagem...
Hoje a tarde, conversei com uma figura que veio fazer o seguinte comentário:
- Você já reparou como os manequins desta loja ficam em posições estranhas? Parece até que ficam se agredindo quando a loja fecha.


Horário Eleitoral

Eu resisti muito, mas não deu. Hoje a minha namorada me convenceu a assistir ao horário eleitoral. Eu sinceramente achei que fosse ser uma experiência entediante e chata, mas na hora eu acabei mudando de opinião. E digo mais, eu convido a todos os meus leitores a assistir ao horário eleitoral gratuito. Pelo menos pra mim, foi muito útil. Fiquei rindo durante todo o tempo que o programa foi exibido, corrigi alguns erros de português como forma de estudar para concursos públicos e fiquei mais convencido de que a política aqui é uma piada. Vale à pena assistir. A esperança de viver numa cidade mais séria e melhor diminui consideravelmente, por outro lado, a diversão é garantida. Eu recomendo.

segunda-feira, agosto 25, 2008

All of my life

Hoje estou postando um texto enviado por um amigo, também jornalista: Rafael Heleno


All of my life

"All of my life, My dreams run wild, Now I stand alone, In this river of fire..." A princípio quando se analisa a letra em torno de sua musicalidade, o som até pode ser definido com um rock nostálgico, bem ao estilo “melodic”. Mas isso apenas no começo, basta escutar por alguns instantes os versos aclamados por Stan Meissner para perceber que tanto o trecho acima - reportado da canção “River of Fire” -, quanto o conjunto da obra do cantor e compositor canadense, gira em torno de uma perspectiva um tanto mais ousada, envolvendo refrões que se completam e desenvolvem uma perspectiva antémica.

Os sons emitidos pela guitarra resultam em acordes, esses se propagam através das ondas e quando se misturam à melodia formam um procedimento automático que atinge uma condição inenarrável. Essa categoria se alterna em vários e diferentes ciclos de sensações, impossíveis de serem expressos em uma forma concreta por promover um abstrato processo estabelecido pela constante condição referenciada como liberdade.

Importante ícone do hard rock canadense na década de 90, Stan Meissner atingiu o ônus de um cantor e compositor diferenciado em seu estilo. Suas belas composições estão aliadas a invejável habilidade de unir melodia à letra, transformando dois elementos que surgiram e se desenvolveram de forma isolada em uma completa e única obra. O resultado desse trabalho foi o reconhecimento que ainda perdura e o credencia como uma relevante pauta da música popular por mais de 25 anos.

Ao longo de sua carreira, Meissner lançou quatro álbuns, que seriam a “riqueza” de sua música reunida diante de todo acervo formado durante anos de sua trajetória como compositor. Cada um dos trabalhos tem inserido em suas entrelinhas uma espécie de particularidade, que ressalta elementos e diferenciações musicais e poéticas do artista. A soma desse conjunto de valores está centrada no resultado final, sendo cada uma delas considerada como uma peça de culto por boa parte dos colecionadores do gênero.

A começar pelo trabalho de estréia que recebeu o título de “Dangerous Games”. O disco lançado em 1983, tem como destaque as canções “I need your love”, “Can’t let go”, “Rebel Heart”, “Heart of the fire”, entre outras. Em seqüência, “Windows to Light” em 1986, é considerado por fãs como o trabalho mais promissor de Meissner, o que até se justifica por reunir faixas como “I want everything”, “I’ll waith for you”, “Coming out of nowhere”, “Hold me” e sem esquecer possivelmente seu maior sucesso “One chance”.

Fechando sua discografia solo em 1992 com o denominado “Undertow”, esse belo CD reúne surpresas como “It’s no secret”, “River off fire”, “Someone like you’ e “The look one”, com letras e melodias que mantêm a qualidade apresentada nos trabalhos anteriores. Em parceria com o guitarrista “Peter Fredete”, o último título lançado por Meisnner foi em 1999 o projeto “Metropolis – The Power of the night”, que compilou antigas e novas composições, todas com um toque clássico, destacando as faixas “Wild and blue”, “Never look back”, “Whatever it is”, “The power of the night”, além da louca e também maravilhosa “The dark side of the night”, hit da oitava seqüência do filme Sexta-Feira 13 que se apresenta como uma amostra de inventabilidade criativa, capaz de superar a própria obra a qual está inserida.

Em sua carreira internacional, Meissner adquiriu conceito nas Américas e ainda atingiu determinado prestígio em território asiático, resultando em um significativo número de fãs espalhados pelo mundo. Sua carreira poderia ter sido mais expressiva, propriamente pelo cenário Europeu, onde não alcançou a mesma notoriedade conquistada no Canadá. Ainda assim o artista mostrou uma carreira ativa, há anos integrando a equipe de funcionários da escrita em gravadoras, assinando os créditos de canções que embalaram o sucesso de vários artistas como Celine Dion, Eddie Money, Ricochet, Nancy Martinez, Peter Pringle, Toronto, Farmer's Daughter, Rita Coolidge, BJ Thomas, Alias, sem esquecer Triumph, Ben Orr (The Cars), Eric Clapton, Darby Mills, Lara Fabian, entre outros, além de escrever trilhas para filmes, séries e programas de teve.

Nos tempos atuais, Stan Meissner tem seu trabalho voltado apenas para a função de compositor, mas o passado do roqueiro continua presente, inclusive com o mesmo estudando uma forma de novamente relançar todos os seus títulos, tornando sua carreira novamente acessível para o público no mundo todo. O resultado ainda é uma incógnita e dificilmente haverá a repercussão almejada em torno desse fator, que é de imensa relevância para os seus admiradores. E se por um aspecto, o sucesso não foi conivente ao seu talento, o reconhecimento do público se nivela ao mesmo, fazendo com que prevaleça uma única certeza. Mas qual será essa?

No fim, os que já são fãs, continuarão apreciando o trabalho de Meissner. Aqueles que ainda não conhecem, é simples, basta ter acesso a qualquer um de seus títulos e executar a primeira faixa. Quando Iniciar o áudio, é só fechar os olhos bem lentamente, deixar-se transportar para um novo mundo de poesia cantada, repleto de maravilhas a cada reprodução dos versos e tendo como plano de fundo uma melodia mágica, capaz de fantasiar e invadir a mente... Nesse instante não há mais volta, uma vez começado o processo, esse o aprisiona para sempre dentro desse verdadeiro universo, que também responde a pergunta acima, a obra do grande mestre Stan.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Medalhas, Hong Kong e foice ...

Medalhas

Uma da manhã e aqui estou eu, escrevendo o post pro blog, feliz com a vitória do mengão, boquiaberto com o papo que tive hoje no ponto de ônibus e maravilhado com o cenário de Hong Kong para o Flight Simulator X.

Com grande satisfação, venho dividir com vocês, meus leitores, toda a minha emoção com a notícia que acabei de ver na TV. Acabamos de perder o jogo de vôlei de praia e ficamos com a prata. Mesmo assim, conseguimos realizar um objetivo dificílimo – Passamos o Zimbábue no quadro de medalhas!! Isso é gratificante para nós. Além disso, estamos coladinhos com o Cazaquistão, o país do famoso jornalista Borat!! Como já dizia Galvão Bueno, o sábio – Agüenta coração!

É muita emoção para um dia só. Temos apenas uma medalha de prata a menos que o Cazaquistão. Queria passar a Etiópia que no momento encontra-se 3 posições a nossa frente, mas acho difícil, afinal, eles são uma potência esportiva.


Hong Kong

Há poucas horas, estava testando um cenário para o Flight Simulator X. Perfeito, mostra até as graminhas acumuladas no canto do asfalto. Muito bom mesmo.


Foice

Hoje eu estava esperando o ônibus, como sempre. Perto de mim, havia uma senhora que também aguardava o mesmo ônibus. Com medo de esperar muito, perguntei se ela estava ali fazia muito tempo e se o Fernando Color – Atalaia já havia passado. Ela disse que não. Foi então que passou uma caminhonete da polícia em altíssima velocidade em meio a dois carros. Quase bate. Isso foi o estopim para que a senhora começasse a conversar comigo sobre seu ódio pela polícia. Falou que já havia visto policiais batendo em garotos inocentes e teriam também “plantado” drogas dentro das roupas dos moleques. Até aí tudo bem, não me assustei. O papo continuou e ela contou uma história sinistra.

"Pois bem, o local onde moro é muito perigoso e quando meu marido viaja e eu fico sozinha em casa. Certo dia, lá pelas duas horas da madrugada, ouvi um barulho de pessoas entrando no sítio. Levantei e peguei uma foice bem amolada que o pessoal usa para trabalhar lá em casa. Nisso, o ruído foi aumentando e percebi que eles estavam chegando cada vez mais perto. Segurei a foice com força e fiquei aguardando atrás da porta. Quando o primeiro abriu e começou a colocar a cabeça para olhar dentro da casa, não pensei duas vezes e meti a foice no pescoço dele. Eram três, mas os outros dois saíram “ca gota”. Peguei ele, coloquei ele num saco, amarrei com uma corda e saí puxando de cavalo. Era uma distancia mais ou menos daqui até lá na frente, está vendo? "

Fiz de tudo para ficar calmo e confesso que consegui. Nunca tinha ouvido um relato tão direto quanto esse e acho que foi até importante para que eu tenha experiência para ouvir todo tipo de história. Não sei se a senhora falou a verdade ou não, mas essa, com certeza, foi mais uma das minhas inesquecíveis histórias de ônibus em Aracaju.


Music One

Pra terminar, vou deixar aqui um video que achei no youtube. Ele é dedicado à minha rádio favorita. http://www.m1live.com/. Não sei quem fez e nem li todo o texto exibido nele, mas eu precisava deixar uma trilha sonora ...


terça-feira, agosto 19, 2008

O corredor da morte ... fummmmmmm!!!

Sabem aquele amigo que todo mundo tem? Aquele que passa por todos os tipos de situações, aquele que conhece todo mundo, aquele que já foi atropelado, já viu assaltos, já sofreu seqüestro relâmpago, já passou por tudo. Acho que todo mundo tem um amigo assim, ou mesmo o amigo de um amigo.

Esse meu amigo estava conversando comigo um dia desses e me contou uma coisa que estava incomodando muito. Segundo ele, sempre que passa por um determinado corredor de um shopping Center de uma cidade não citada, sente um cheiro insuportável. E o pior foi quando ele me falou que este corredor fica próximo a uma praça de alimentação. Que descuido desse shopping, heim? Onde será que fica isso? Eu só sei que sou feliz de morar aqui em Aracaju, onde os shoppings são locais super agradáveis e nem consigo imaginar como seria um shopping daqui com um mau-cheiro assim logo no corredor próximo à praça de alimentação. Aqui em Aju não existe isso. Tudo sempre limpinho e cheirosinho.

A cada dia que passa a política me irrita mais. As eleições deveriam ser realizadas de 4 em 4 anos e pronto. Tudo de uma vez, prefeito, presidente, vereador, senador, governador, deputados, tudo. Assim, eu e todo mundo teríamos mais sossego durante essa época chata. Eu acho ridículo quando vejo pessoas eufóricas com as eleições. Pra que euforia se nenhum candidato tem despertado tanta confiança ultimamente? Músicas repletas de promessas e melodias que ocupam espaço na minha cabeça. Quanta palhaçada.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Problemas com água...

Existe a Agência de Energia Elétrica, Agencia do Petróleo, Agência de Aviação, Agencia das Telecomunicações, etc. Um dia desses rolou uma falta de água aqui em casa e eu descobri que também existe a ANA, Agencia Nacional da Água. Entrei lá e fiz uma reclamação sobre os serviços da empresa distribuidora de água em Aracaju. Eles me informaram que a reclamação precisa ser feita para o Estado ou Município.

Com tanta evolução na criação dessas agências, o Governo deveria criar também uma Agência com poder para inspecionar a qualidade da água e do serviço de distribuição. É um absurdo não termos uma ferramenta mais palpável para reclamar sobre essas questões.

Livros

Aqui estão alguns dos livros que tenho e/ou li. Vale dizer que foi fogo conseguir colocar essas fotos dos livros aqui. É muito ruim a ferramenta de formatação de fotos no blogger. Espero que eles melhorem isso.

Além dos livros, aconteceu mais uma comigo hoje no ônibus. Estava eu sentado, tranquilão tomando um Gatorade geladinho quando um garoto com algum problema mental deu um tapa na garrafa de Gatorade. A minha sorte foi que eu estava segurando firme. Se não fosse isso ía tomar um banho. Demorei um pouco pra perceber que o garoto tinha problemas, mas ficou tudo bem. A mãe dele parecia estar treinada e tirou a mão do moleque de perto rapidamente.

Pra terminar, tenho que falar da infelicidade de ver a Jade Barbosa caindo de bunda no chão, mais uma vez... É uma pena.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Voto NULO sim, e daí?

A política já me empolgou mais. Para ser sincero, estou cheio, não vejo um candidato que realmente valha à pena. É triste dizer isso, mas juro que estou sendo bem sincero. Vemos campanhas do Governo sobre a necessidade de votar bem, comparando as eleições a uma oportunidade imperdível. Como podemos comparar as eleições a uma oportunidade imperdível com tantos candidatos incapazes de agir corretamente com responsabilidade?

Vemos incentivos ao voto, mas em nenhum momento vemos campanhas esclarecendo sobre o funcionamento de uma eleição. Será que alguém viu algum anúncio falando sobre a eleição proporcional? O que é isso? É triste, o governo nos bombardeia com propagandas incentivando o voto apenas para legitimar os candidatos que aí estão.

São irritantes as músicas dos candidatos a prefeito. Por isso, já me decidi, votarei no candidato dono da música que não ficar perturbando os meus ouvidos. Se bem que, na verdade, a minha vontade é de votar nulo, para tudo.

Digamos que eu vá contratar alguém para trabalhar na minha casa, tenho cinco candidatos e preciso escolher um. O eleito irá cuidar do meu dinheiro, da minha saúde, da minha segurança, do meu lazer, enfim, cuidar de tudo. Esta pessoa precisa ser alguém de confiança. Quando paro para analisar os atuais candidatos, não consigo encontrar um com tais características. Vejo alianças estranhas, vejo apelações e tentativas desesperadas para manter o poder. Isso me deixa enjoado. Eu sinceramente não agüento. Voto NULO sim, e daí?

quarta-feira, agosto 13, 2008

Mais uma de ônibus ...




Resolvi fazer umas pequenas alterações no meu blog, a começar pela foto. A princípio vou deixar essa aí até terminar de arrumar as outras coisas. Vamos ver se eu consigo dar uma melhorada nesse blog.

Ontem eu passei por uma situação engraçada no terminal de ônibus. Cheguei, vi o ônibus estacionado e corri até o veículo achando que esse estava para sair. Ao entrar, percebi que o ônibus estava relativamente cheio, aguardando apenas o motorista e o trocador.

Os passageiros não estavam muito satisfeitos com a demora e depois de um tempinho, ouvi um senhor comentar em tom relativamente alto que se o atraso estivesse acontecendo Salvador estariam quebrando os vidros do ônibus. Não sou a favor desse tipo de protesto. Inclusive, achei estranho o que aconteceu após o senhor ter feito esse comentário. Uma senhora começou a bater na janela com o cabo do guarda-chuva. Um homem chamou o motorista para seguir viagem:

- Ô Motô, vambora!

Ainda revoltada, a mesma senhora do guarda-chuva mandou a seguinte frase:

- Ô seu cachorro! Vamos logo!

É engraçado porque as maiores grosserias chegam de onde a gente nem imagina.

E essas olimpíadas, heim? Que fiasco. Que vergonha!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Só tem maluco mesmo ...

Dessa vez, usei esse título no post pra mim mesmo. Devo ser maluco. Me formei há mais de 3 anos e só hoje estou indo na Universidade atrás do meu diploma...

A situação do mengão ta braba, heim? E olha que estamos em sexto no campeonato. Ontem rolou até bomba na gávea. Ninguém acha legal esse clima e espero que hoje as coisas melhorem contra o Goiás.

Ontem eu estava olhando meu Orkut quando vi nas últimas atualizações de um amigo a referência a um vídeo no Youtube que achei genial. Um trecho de uma peça de teatro. Eu ri demais e, logicamente, não poderia deixar de postar aqui.





Continuando a conversa fiada, finalmente a espera está chegando ao fim e as Olimpíadas estão chegando. Faltam dois dias (eu acho). O Brasil já começou a competir no futebol feminino e empatou com a Alemanha.

Outra notícia de esporte foi a decepcionante quebra do motor da Ferrari de Felipe Massa. Vamos ver no próximo GP, se não me engano o da Espanha se as coisas dão certo pra ele.

quinta-feira, julho 31, 2008

Só tem maluco mesmo ...



Hoje, aliás, ontem, tive um dia bem cheio. Já terminando de cumprir minhas tarefas do dia, precisei pegar um ônibus. Posso dizer sem sombra de dúvida que pegar um ônibus pode ser uma experiência divertida, mas pode também ser uma atividade muito irritante. Ontem, infelizmente, foi irritante, e muito.

Há algum tempo atrás, uma amiga contou sobre uma doida que fazia diversas bizarrices no ônibus e, inclusive, foi expulsa do veículo pelo próprio motorista. Completando, gostaria de dizer que nunca irei comentar aqui neste blog e muito menos pessoalmente sobre essa que eu acho uma das histórias mais toscas e bizarras que já ouvi em toda a minha vida, e digo também que NÃO ESTOU EXAGERANDO. Pessoas como a Amanda que provavelmente ficará curiosa com a maldita história bizarra, eu aviso que NÃO TEM CHORO, disse que NÃO CONTAREI e não contarei mesmo. Se quiser saber qual foi a bizarrice do ônibus, pergunta pra Andressa.

Mas voltando, vi uma mulher esperando o ônibus e lembrei-me da história bizarra que citei acima. A mulher estava vestida de forma vulgar, muito gorda e com uma sainha minúscula, e suja, diga-se de passagem. A barriga caía sobre a saia. Usava também uma blusinha de alcinha e um corte de cabelo no estilo “Joãozinho”. Até aí tudo bem, agora vamos às bizarrices. Esta digníssima mulher estava carregando um saco de não sei o que sobre sua cabeça. De repente, do nada, a mulher colocou o saco no chão, andou até o asfalto e virou de costas para a mão dos carros, levou a mão às partes íntimas e foi quando começou a cair de dentro de sua um líquido que eu tenho quase absoluta certeza ser “mijo”. Sim, minha gente, a mulher começou a mijar no meio da rua enquanto fazia cara de “prazer” e falava sozinha alguma coisa que não dava pra entender. Eu nunca vi uma pesquisa sobre o assunto, mas eu imagino que o Brasil seja um dos países com o maior número de pessoas doidas. Eu mesmo me considero um doido às vezes, nem tanto a esse ponto, mas de médico e louco, todo mundo tem um pouco.

Outro assunto irritante é a política. Esses carros de som, esse falso discurso de “mudança” me irrita profundamente. Digo isso porque esse discurso já teve o seu tempo, agora já passou, foi utilizado no momento certo e funcionou, agora cabe aos políticos e marqueteiros procurar uma coisa mais eficiente para o momento. Pra mim é triste olhar para a lista de candidatos disponíveis e não ver um único que realmente passe confiança, passe uma verdadeira esperança de que as coisas vão melhorar. Vemos alianças estranhas, suspeitas, vemos ligações fortes de políticos antigos que continuam exercendo poder na região, enfim, vemos tudo que não queremos mais ver, e isso me entristece muito.

quarta-feira, julho 30, 2008

0,75

Algumas vezes as palavras não são suficientes...

Cary Brothers - Ride

You are everything I wanted
The scars of all I’ll ever know

If I told you you were right
Would you take my hand tonight?
If I told you the reasons why
Would you leave your life and ride?
And ride…

You saw all my pieces broken
This darkness that I could never show

If I told you you were right
Would you take my hand tonight?
If I told you the reasons why
Would you leave your life and ride?
And ride…

terça-feira, julho 29, 2008

Novidades...

Esses dias de férias dos meus seriados prediletos. Dexter, Heroes, Lost e Prison Break, não necessariamente nesta ordem. Para suprir esta necessidade eu comecei a assistir House. Estou além da metade da primeira temporada e gostei muito. A princípio achei que a série pudesse ser entediante, mas confesso que me surpreendi. Muito inteligente, adorei o humor sarcástico do personagem.

Outra que eu também gostei muito foi Fringe, do mesmo produtor de Lost. Não vou caçar o nome dele agora, mas a série é bem interessante, com muitos efeitos especiais e muito mistério.

Além do “Petrograma”, estou aguardando ansiosamente outra coisa, a estréia da terceira temporada de Heroes no dia 22/09. Será um ótimo presente de aniversário antecipado. Li algumas coisas na comunidade da série e pelo visto o primeiro episódio está sendo esperado com grande entusiasmo pelos fãs.

A Rede NBC soltou o Trailer da nova temporada:


sexta-feira, julho 11, 2008

Lembranças II

Pronto, enfim eu já posso continuar a falar sobre o que vinha falando ontem, ou seja, as lembranças. Durante a minha infância, também tinha meus sonhos, para falar a verdade, minha imaginação sempre foi muito fértil e sonhava com coisas mirabolantes e emocionantes. Acho que a maioria das crianças já deve ter imaginado que um dia iria tornar-se um super-herói, assim como as da TV. Comigo não foi diferente, sonhava e aguardava o dia de descobrir os meus “superpoderes”. Sonhava poder voar, ter “superforça”, poder movimentar objetos com a força da mente, ler pensamentos, além de outras inúmeras habilidades impossíveis. As vezes fechava os olhos e me imaginava em situações de heroísmo, salvando inocentes do perigo, impedindo acidentes, detendo seqüestradores, ladrões, bandidos e vilões dispostos a tirar a paz da cidade de Barra do Piraí, onde morei. As notícias que me chocavam nos jornais e nos comentários da cidade, alimentavam esses sonhos. Teve a história do Caveirinha, a da Kombi de vidro fechado que passava pelas ruas recolhendo criancinhas e outras mais. Quando ouvia isso, ficava com medo de toda e qualquer Kombi que passava. Ao deitar perto do rádio, ficava imaginando encontrar a tal Kombi, segui-la voando, abrir a lataria do veículo com a minha visão de calor e em seguida deter os bandidos com toda a minha força, entregando os seqüestradores para a polícia.

Você pode achar que é besteira eu estar falando isso, pode estar me achando um bobo, mas não estou fazendo isso por um acaso. Ao lembrar desses meus sonhos, fico tentando trazer isso para a realidade de hoje e imaginar o que as crianças de agora devem sonhar ao deitarem-se em suas camas ao som da Jovem Pan.

Uma rua na cidade do Rio de Janeiro, tudo parecia tranqüilo quando de repente, um carro preto rompe a tranqüilidade passando em alta velocidade. O carro passa por uma família a bordo de um Pálio Weekend também de cor escura. No volante, a mãe, no banco de trás, duas crianças, uma de 9 meses e uma de quase quatro anos. Logo atrás, um carro da polícia persegue o carro preto, também em velocidade, é quando o espírito de colaboração com a segurança faz com que a mãe encoste a Pálio Weekend para abrir passagem para os policiais cumprirem com o seu dever e recuperar mais um carro roubado. Infelizmente, as coisas tomam um rumo diferente quando os policiais confundem a Pálio Weekend com o Stilo usado pelos ladrões. Encostam a viatura e seguem a pé em direção ao carro que pensavam ser de bandidos. Para.

Partindo deste momento, qual seria o sonho das crianças de hoje em dia? O que as crianças imaginam ser possível fazer para impedir tamanha catástrofe? Por tudo que senti em relação a este fato, confesso que se eu fosse um “super-herói”, os policiais não iriam ficar nem um pouco satisfeitos com as minhas atitudes, mas garanto que o sonho ficaria lindo.

É triste ver que os papéis se inverteram. Na verdade, esta irresponsabilidade da polícia já ocorre faz tempo, o problema é que acontecia apenas em bairros pobres, por isso ninguém dava importância. É muito comum ouvirmos ou lermos em jornais notícias sobre mortes de traficantes em tiroteio com a polícia em operações nas favelas, mas eu pergunto. Será que todos os mortos eram realmente traficantes? E se realmente fossem? Será que ocorreu uma troca de tiros para justificar os óbitos? Quando se trata de pobre, a polícia não precisa de muita justificativa. Desculpem-me o mau jeito, a falta de papas na língua, mas acho que não há forma melhor de descrever o que está acontecendo. Hoje, a coisa está mudando drasticamente porque as CAGADAS policiais estão deixando de ocorrer apenas em favelas. Policiais fazem CAGADAS na Tijuca, fazem CAGADA em Ipanema e em quaisquer outros lugares.

Concordo em número, gênero e grau com os pais do João Roberto, ele não pode virar um número. Alguma coisa PRECISA ser feita.

Qual seria a melhor solução? Após a CAGADA que os dois policiais fizeram, o governo anunciou a aquisição de não sei quantas carabinas e não sei quantas armas não-letais.

Será mesmo que o problema da segurança do Rio de Janeiro gira em torno da falta de treinamento e da falta de armas? Eu sinceramente acho que não. É de dar raiva ver que tão pouca coisa é feita pelo social. Por que é que a gente ouve falar tão pouco ou quase nada de corrupção dentro da PF? Quanto ganha um PF? Por que ouvimos falar tanto de corrupção da PM? Quanto ganha um PM? Eu sei que uma coisa não justifica a outra, mas podemos dizer que começa a explicar a outra.

Assim como a falta de dinheiro não deve justificar a entrada de um garoto do morro pro tráfico, temos que admitir que começa a explicar. O mesmo ocorre com a polícia.

Mas e então, qual a solução? Já parou para pensar? Eu já pensei nisso diversas vezes e eu tenho certeza que não sou o único. Tenho certeza que existem pessoas com projetos maravilhosos, pessoas que até já estiveram ligadas à Secretaria de Segurança, mas há algum entrave que não deixa as coisas acontecerem. Não é possível que eu esteja enxergando isso sozinho, não é possível que o problema não tenha sido resolvido por uma simples estupidez ou burrice, seria muito arrogante da minha parte pensar isso. Definitivamente, o problema é pior que burrice, o problema é somente falta de vontade, o que me deixa muito desanimado. Quando acontecem coisas do tipo, eu fico me perguntando. Se nada foi feito até hoje, por que agora vai ser? Nada será feito, infelizmente os super-heróis não existem e quem tem os “poderes” nas mãos são os nossos governantes e nós mesmos.

quinta-feira, julho 10, 2008

Lembranças ...

Esses dias eu estava pensando em coisas passadas há muito tempo em minha vida. Devo admitir que fui muito longe, bem longe mesmo, ao ponto de grande parcela dos meus leitores nem conhecer a música-tema dos meus pensamentos (The Outfield – Your Love). Quem for da época da Holiday Disco no BTC, com certeza lembra e conhece esta que já foi chamada de “Tema da Holiday” em Barra do Piraí. Já para os meus leitores de Aracaju, a música era tocada na extinta Atalaia FM e se eu bem me lembro, os locutores chamavam-na de “Tema de verão”. Todo mundo tentou se apossar da conhecida música da banda britânica. Cada um colocou o nome que achou “mais bonitinho”.

Na época, ainda bem novo, tinha muitos sonhos. Não quero dizer aqui que eu não tenho mais sonhos, longe de mim, mas naquela época eles eram mais irreais, mais impossíveis e fantasiosos. Confesso a você que eu me imaginava em cenas épicas cheias de aventura e perigo ao escutar música. Não sei se vão chegar diversos comentários dizendo que estou cada vez mais louco ou se isso já aconteceu com algum dos meus leitores. Antes de escrever este post, logicamente eu fui conferir no Orkut e encontrei algumas comunidades de pessoas que compartilharam desta minha mania meio louca.

Quem leu até aqui, deve estar pensando que eu estou nostálgico e que desejo falar de velharia, de passado, mas se você tiver um pouquinho de paciência e ler o resto do post, vai entender onde quero chegar, mas, só amanhã, hoje vou descansar ...

domingo, maio 18, 2008

Diferença de preço

Tudo bem que o governo precise dar proteção às empresas nacionais, mas quando vemos a diferença nos preços das coisas em outros locais ao redor do mundo dá uma sensação de revolta que não tem mais tamanho. Só para se ter idéia, vamos a alguns exemplos.

MP3 Players:

Produto: iPod Shuffle 1Gb Purple
Website: www.walmart.com
Preço: U$ 48,72

Produto: iPod Shuffle 1Gb Purple
Website: www.submarino.com.br
Preço: R$ 199

Produto: iPod touch 16GB, Black
Website: www.walmart.com
Preço: U$ 377,88

Produto: iPod Touch 8 GB – Apple
Website: www.submarino.com.br
Preço: R$ 1099,00
(Obs.: O ipod com o dobro da capacidade não custa nem a metade do preço lá no WalMart)

Produto: iPod Nano 8Gb Black
Website: www.walmart.com
Preço: U$ 197,88

Produto: iPod Nano 8Gb Black
Website: WWW.submarino.com.br
Preço: R$699


Câmera digital

Produto: Sony DSLR-A350K
Website: www.walmart.com
Preço: U$899,84

Produto: Sony DSLR-A350K
Website: www.sonystyle.com.br
Preço: R$3199,00

quarta-feira, maio 14, 2008

O dia em que passei num concurso...

Há pouco tempo fui descobrir que o meu problema de vista é caracterizado como deficiência visual. Após algumas consultas na comunidade dos albinos no Orkut, vi que o problema é muito comum entre nós. Eu sempre demorei um pouco mais que as outras pessoas a ler os textos.

Também nesta comunidade, vi o depoimento de um albino que prestou concurso para a vaga de ampla concorrência e teve problemas no exame admissional. Em vista disso, o cara aconselhou a fazer para as vagas de deficiente. Consultei meu oftalmologista e ele confirmou que meu problema de vista é sim uma deficiência.

Resolvi fazer um concurso para a ANP. Consultei a tabela de cargos / vagas e me inscrevi. Durante todos os trâmites do processo, o edital referia-se ao cargo como “Comunicação Social”. Na inscrição, na tabela de vagas, na prova, no gabarito, na folha de respostas e até mesmo no resultado. Sempre “Comunicação Social”.

Fui a Salvador fazer a prova. A prova foi bem legal, fui bem, principalmente nas específicas. Caíram muitas questões de jornalismo. As sobre publicidade apareceram em menor número.

O concurso estava dividido em duas etapas sendo a primeira uma prova objetiva e a segunda uma prova de títulos. Ao término da primeira fase, fui informado de que havia passado para a segunda fase em primeiro para a minha vaga. Como eu não tenho título algum, apenas o de “blogueiro com poucos leitores”, só me restou esperar torcendo para que ninguém passasse minha pontuação, mesmo com títulos. O resultado final sairia no dia 13, terça-feira, mas na sexta-feira da semana passada fui surpreendido ao receber uma ligação do departamento de RH da ANP informando que eu havia sido o primeiro e que minha perícia seria realizada no dia 15 em Salvador. O que o funcionário do RH não sabia, e eu também só fiquei sabendo após fazer a prova, é que o “Comunicação Social” encontrado na tabela de vagas, na inscrição, na prova, na folha de respostas, no gabarito divulgado após a realização das provas, na lista dos títulos aceitos pela CESGRANRIO, no resultado e em outros documentos e formulários do concurso, referia-se à faculdade de COMUNICAÇÃO SOCIAL, mas com habilitação em PUBLICIDADE E PROPAGANDA.

Esta informação estava lá no edital, nos requisitos e eu não reparei. O erro foi meu, eu assumo. Mesmo assim, acho que os documentos não ficaram tão claros já que na maioria dos documentos e formulários foi feita referência ao cargo como “Comunicação Social”. No da PETROBRAS, a referência é bem mais bem explicada, detalhando a faculdade e a habilitação.

Após todo este processo, enviei um e-mail para o RH da ANP sugerindo modificações para os próximos concursos. Só resta saber se vão considerar minhas sugestões.

Mesmo com este sentimento muito bem traduzido pelo meu amigo Toni como frustração, o concurso foi muito proveitoso, me deu ânimo e a certeza de que é possível. Que venham os próximos.

Definitivamente, cansei.

Cansei.

Definitivamente, cansei. Não agüento mais o tão falado Caso Isabella. Já falei aqui o que eu penso sobre o assunto, já falei com amigos, família, namorada, conhecidos e até desconhecidos. Agora eu cansei. Seria melhor a imprensa discutir sobre o destino dos “sanguessugas” presos e libertados, discutir sobre políticas para criação de empregos, sobre saúde, segurança ou quaisquer outros tópicos de interesse coletivo.

Até a coitadinha da menina deve estar se revirando em sua tumba sem agüentar mais esse papo. Qualquer hora dessas vai aparecer um médium para psicografar uma carta dela dizendo algo do tipo:

- Quem me matou foi o meu pai e minha madrasta sim, e daí? O que vocês têm a ver com isso?

Alguma coisa do tipo vai ter que acontecer, ou então essa menina não conseguirá descansar em paz.


II Fórum dos Municípios Petrolíferos de Sergipe

Nos dias 14 e 15 de maio, será realizado no Espaço Emes o II Fórum de Desenvolvimento dos Municípios Petrolíferos de Sergipe. O evento terá início às 8h e contará com a presença de prefeitos, vereadores, secretários municipais, lideranças locais e empresários da área do petróleo.

A princípio, o evento seria realizado em Carmópolis, mas em vista de problemas causados pelas fortes chuvas dos últimos dias, a realização do evento no local ficou impossibilitada.


O dia em que passei num concurso ...

Estou pensando seriamente em tentar pensar em pelo menos algumas coisas para falar nos próximos posts. Assim, essas pendências vão me animar a continuar atualizando este blog. Mesmo sem muitos leitores.

Amanhã eu conto essa historinha...

segunda-feira, maio 05, 2008

A viagem

Na última sexta-feira, precisei ir ao Distrito Industrial de Socorro dar um treinamento. Nunca tinha ido lá, mas até que não tive dificuldades. Peguei um ônibus aqui no terminal da Atalaia e fui bater pras bandas de lá. No caminho eu pude ver uma parte esquecida da cidade, repleta de barracos à beira da estrada. Até a ponte que liga as cidades de Aracaju e Barra dos Coqueiros parece ser mais bonita vista do lado de cá.

Em minhas idas à Barra do Piraí, costumava escutar uma frase que a princípio me fez rir muito, mas com o tempo, passei a levá-la com mais seriedade e respeito. Tenho certeza que se você estivesse em meu lugar, você também iria rir de primeira, mas o tempo e a experiência nos faz enxergar a importância desse aprendizado único.

Estava conversando com amigos em Barra quando um deles disse ter se atrasado e perdido o horário do ônibus que o levaria para a faculdade. Uma grande amiga mandou a seguinte frase:

- Alguém tem que se Fo%&r!!!

Minha primeira reação foi rir, mas com o tempo fui percebendo que isso é uma verdade. A belíssima frase pode ser encaixada em diversas situações do dia-a-dia, inclusive no caso da parte esquecida da cidade. As obras precisam ser feitas, mas, alguém tem que se fo%&r.

O treinamento foi super tranqüilo, a empresa muito bem estruturada, muito organizada. Na volta, fui andando em direção a uma avenida para pegar um ônibus de volta. Um homem passou por mim de bicicleta e aproveitei para perguntar onde pegaria o ônibus para a Atalaia. O cara nem parou para me responder, disse apenas que era ali mesmo. Após ficar a uma distância de aproximadamente 7 metros, o homem falou:

- É melhor você continuar andando e pegar o ônibus mais lá pra frente.
- Por quê?
- Por causa da malandragem.

Daí pra frente, comecei a ficar preocupado. O dia perto de escurecer e eu ali, sentado num ponto de ônibus numa avenida vazia. Após uns vinte minutos, chegou o esperado ônibus. Paguei a passagem, mas permaneci na frente porque geralmente fica mais vazio. Preferi esperar para só passar quando estivesse chegando na Atalaia, fato que só viria a ocorrer uma hora depois.

No banco logo a frente do trocador, estava sentada uma menina com uma camisa que parecia ser de colégio, sentada de lado com os pés balançando enquanto conversava sorridente com o trocador. Conforme íamos chegando perto do centro de Aracaju, o ônibus ia enchendo. Nisso, um homem com uma criança de colo sentou-se ao meu lado. A essas alturas o ônibus estava muito cheio e o calor aumentava devido ao número de pessoas aglomeradas na parte da frente do veículo estava absurdo. Mesmo quando a coisa está ruim, ela sempre tem a possibilidade de piorar, afinal, alguém tem que se fo%&r.

- Puxa, alguém soltou um fedorento aqui, heim? – Disse o rapaz com a criança de colo.
Nisso, respondi com a cara fechada demonstrando insatisfação:
- Pois é, tá fogo!

Inocente, a criança começou a rir, entregando-se ao pai como responsável pela façanha.

Depois disso, o pai ficou sem graça e resolveu dar um biscoito para a criança. Abriu aquele pacote de biscoitos fedorentos, do tipo chee-tos, mas, genéricos. Eu até gosto de chee-tos, cebolitos, fandangos e baconzitos, mas aquele genérico estava me dando nos nervos. Acho que ultimamente a minha tolerância não vai muito bem. Resolvi descer um ponto antes para me ver livre daquele martírio antes do destino final. Além disso, uma pequena caminhada não faz mal nenhum.

sexta-feira, abril 25, 2008

Caso isabella...

Essa empresa de rastreamento jogou “a pá de cal no caso Isabella”. Definitivamente, vai ser difícil aparecer alguém capaz de mudar minha opinião sobre existir uma terceira pessoa no apartamento. Pelo que li na imprensa, o tempo entre o desligamento do motor e a primeira chamada para a emergência foi de aproximadamente 13 minutos. Somando apenas o tempo que o pai disse ter ficado no apartamento (5 minutos) com os prováveis 7 minutos que a menina teria sido esganada já dá 12 minutos. Desta forma, a conta fica bastante apertada. Isso porque há o tempo do corte da rede de proteção, o tempo que o bandido teria para escolher o local de onde jogar a menina já que ele “estava entrando num lugar novo”. O tempo para andar com uma criança no colo até o elevador e apertar o botão do andar correto, o tempo de o elevador chegar até o andar, o tempo de pegar a chave no bolso com uma criança no colo. É muito complexo.

A verdade é que a versão do casal é fantasiosa ao extremo. Já estou pensando na idéia de criar uma comunidade para a elaboração de fã fics sobre o assunto. De qualquer forma, eu acredito que o caso será desvendado em pouco tempo. Alguém está escondendo as coisas e esta omissão não poderá ser sustentada por muito tempo.