terça-feira, outubro 13, 2009

Bastardos e Inglórios

Nesse fim de semana, além de assistir aos primeiros episódios de House, tive a grande satisfação de assistir a dois filmes. O primeiro foi Bastardos e Inglórios, o mais novo sucesso do Tarantino. O segundo, Salve Geral, a aposta brasileira para o Oscar. Gostei muito dos dois, mas confesso que esperava mais do Salve. Pra organizar os comentários, primeiro vou falar dos Bastardos.

O filme é simplesmente sensacional. Tarantino dá um bicudo na história e assume a perversidade, a crueldade e a sede de vingança existente nos humanos. No mesmo dia em que assisti ao filme, aconteceu uma coisa que retrata fielmente o sentimento que o filme passou pra mim.

Era noite e eu precisava fazer algumas compras pra casa. Fui a um supermercado Pão de Açúcar e, enquanto fazia as compras, um funcionário me informou que o supermercado possui serviço de entregas gratuito que funciona até as 20h. Fui para a fila, mas quando chegou a minha vez, o caixa me disse que já eram 20:08 e o serviço não estava mais disponível aquele dia, já havia passado da hora. Confesso que nesse momento, a raiva me subiu à cabeça e comecei a imaginar coisas do tipo deixar o caixa contabilizar tudo para então ir embora e dizer que desisti das compras. O ser humano é assim. Alguns segundos depois a gente se acalma e entende que aquilo é um procedimento que precisa ser seguido, o caixa não tem culpa e existem motivos fortes para deixarem o serviço disponível só até as 20h.

Esse pensamento maldoso e primitivo, livre de quaisquer filtros existentes na sociedade, essa vontade de se vingar na hora de situações de raiva foi o que inspirou Tarantino.

Fico me perguntando se filmes como esse não serviriam como remédio para amenizar essa sede de vingança. Seguindo esse tratamento Tarantínico da vingança, talvez seja um anestésico para a nossa insatisfação com a política um filme em que a sociedade, ou parte dela se vinga de todas as atitudes corruptas desses homens que comandam a política no Brasil. Um filme onde, ao contrário da realidade, eles sofrem na mão do povo, eles precisam ir a hospitais públicos enquanto o povo viaja para cima e para baixo de avião. Ou então um filme onde a sociedade se vinga da ditadura militar.

Como já diria o mais novo "poeta" do Brasil, Zina: "Por que não?"

quarta-feira, outubro 07, 2009

Sim, nós podemos!

Agora há pouco, estava lendo o Emsergipe.com e encontrei uma notinha inusitada sobre a opinião dos sergipanos em relação à realização das olimpíadas no Rio. Em enquete realizada pelo portal sergipano, 70% dos votantes não acredita no sucesso da cidade maravilhosa em receber os jogos em 2016.

Não concordo com o pensamento da maioria dos sergipanos, e, ao mesmo tempo, entendo o que as constantes matérias negativas publicadas na imprensa do país deixam os brasileiros com medo do Rio. No dia 28 de junho deste ano, eu vim morar na cidade maravilhosa. Os primeiros dias foram tensos. Eu tinha medo de sair de casa. Um lugar muito especial marcou o meu processo de adaptação no Rio de Janeiro. Por mais estranho que possa parecer, eu me senti seguro dentro do Maracanã, e vou além. Sinto-me mais seguro indo ao Maracá do que indo a um clássico no Batistão.

Sim, o Rio tem muitos problemas, mas o dia-a-dia do Carioca não é essa guerra que a imprensa divulga.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Pedra Bonita / Bienal do Livro

A última vez que visitei a Bienal do Livro foi no século passado. Se não me engano, em 1995. cursava o segundo ano do 2º grau e fui em excursão com o pessoal do Medianeira. A Bienal continua sendo um evento muito interessante, principalmente para quem gosta de livros.

Na época da escola, eu ainda não tinha esse hábito de leitura que possuo hoje, portanto, a experiencia de visitar a feira passou a ser bem mais prazeirosa. São três pavilhões enormes com estandes de editoras, livrarias e empresas patrocinadoras. As promoções não são o maior atrativo visto que onde tem preço baixo, tem muita gente. Mesmo assim, a feira conta com uma variedade imensa de livros para todos os gostos.

A gripe dificultou um pouco a minha vida no fim de semana, mesmo assim, consegui aproveitar bastante. Antes do passeio na Bienal, fui com primos até a Pedra Bonita, aquele local onde a galera salta de asa-delta. O lugar é muito lindo, mas o coração bate mais forte só de olhar o pessoal saltando. Curiosamente, o para-glider foi o equipamento que me passou mais segurança. O salto custa R$200 e inclui a subida de carro, o salto, fotos tiradas durante o voo e um video editado.

Nem vi o preço da asa porque a cena me deixou até assustado. O cara salta da rampa e a asa cai até o momento em que ganha autitude novamente. O salto no para-glider pareceu ser menos traumático. O pessoal só precisa caminhar e o para-glider puxa para o alto. Outro detalhe é que ele pareceu descer mais devagar. Deve ser uma maravilha aproveitar o voo com aquela paisagem. Só me falta coragem, na verdade, muita coragem.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Bienal do Livro

Depois de muitos anos, esse fim de semana eu irei à Bienal do Livro. Ainda me lembro da época que ia à Bienal nas excursões do Medianeira.

Mudanças

Puxa vida, quanto tempo sem atualizar! Felizmente, os motivos que me levaram a demorar tanto tempo longe deste blog foram os melhores possíveis. Posso resumir que realizei um sonho. A minha vida deu uma virada radical. Hoje, já bem longe de Aracaju, vivo a experiência de morar numa das cidades mais belas do mundo, o Rio de Janeiro. O processo de adaptação segue a todo vapor. As descobertas, as belezas, as surpresas e emoções são diárias e tenho certeza que a cidade ainda tem muito a me oferecer.

Cheguei aqui há alguns meses, mais precisamente, no dia 28 de junho deste ano. Antes de viajar, fui bombardeado de informações que me levaram a ter medo até na hora de pegar taxi. Segundo fui informado, alguns taxistas costumavam armar esquemas para assaltar passageiros, e isso me deixou com medo. A dica foi para que eu pegasse um taxi de cooperativa, no caso, aqueles que possuem balcões no Galeão. Aqueles taxis, por si só, já são quase uma espécie de “assalto formalizado”. Nunca vi taxis tão caros em minha vida. Conversei com um guarda do aeroporto que me informou que os taxis dali são todos registrados, sendo assim, eu não precisaria ter medo. Fechei com o taxista a R$ 50 do Tom Jobim ao centro. O vôo chegara tarde e já eram quase 21h quando fui para o hotel. Estava com medo. Foram muitas informações negativas sobre a cidade.

A minha infância e adolescência foi em Barra do Piraí, aqui mesmo no Estado do Rio de Janeiro. A cultura e os costumes, não foram surpresa para mim. O trajeto até o hotel foi bem tranqüilo, mas o centro do Rio aos domingos é fantasmagórico. Tive medo até de andar 5 metros da porta do taxi até a porta do hotel.

Nos dias que se seguiram eu fui acostumando e hoje já ando bem mais tranqüilo. Consigo me locomover sem maiores dificuldades pela cidade e estou descobrindo devagar as belezas do Rio. Com certeza, daqui pra frente, terei muitas histórias pra contar.

domingo, março 08, 2009

Absurdo

Pensamentos são pessoais, existem dentro das nossas mentes, não dá para termos certeza do que se passa na cabeça do próximo, muito menos do distante. A necessidade de externarmos esses pensamentos, essas idéias, nos leva a utilizarmos ferramentas como, por exemplo, a fala. O ato de falar por si só, na maioria das vezes, não é suficiente como estratégia de convencimento.

Existem vários fatores como a análise do contexto ou a expressão corporal que, associados ao ato de falar, podem, ou não, auxiliar-nos em nossa tentativa de convencimento. Nossos atos, nossas opiniões, nossas reações, não são simplesmente absorvidos e apoiados por nossos “ouvintes”. Por trás desta concordância ou discordância, existe todo um processo que leva em consideração fatores como a experiência de vida, concepções sociais e políticas, experiências pessoais, etc. Além disso, não podemos negar a existência do pré-julgamento do emissor.

Quando temos simpatia ou respeito pelo emissor, sua opinião já ganha crédito, mas, por outro lado, esta tolerância também tem um limite, nem tudo será aceito por aquele que recebe a informação, o pensamento. O crédito acaba quando a opinião é muito absurda, vai muito contra os princípios de quem recebe a informação.

A bola da vez, a informação absurda da semana foi a de que o arcebispo de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, excomungou os médicos e uma mãe que autorizou o aborto da filha de 9 anos que havia sido estuprada pelo padrasto. Já o padrasto, responsável pelo estupro, não foi excomungado, pois, segundo o arcebispo, o aborto é um pecado mais grave que o estupro.

Com tantas polêmicas, a Igreja tende a perder cada vez mais adeptos. Desde a chuva de casos de pedofilia, praticado por padres da Igreja Católica, as pessoas deixaram de vê-la com os mesmos bons olhos de sempre.

Em seguida, mesmo com o avanço da AIDS, a Igreja demonstrou defender uma posição irredutível em relação questão do uso de preservativos. A Igreja é, definitivamente contra o uso dos preservativos. Para a instituição, a culpa do avanço da AIDS é da população que perdeu seus valores e faz sexo deliberadamente com um e com outro. Dizem isso como se antigamente não fossem realizadas orgias homéricas e festas mais promiscuas que as de hoje em dia. Para eles, só existe uma forma de resolver o problema, de dentro pra fora.

A Igreja não leva em consideração qual estratégia vai salvar mais vidas, ela prefere esmurrar a ponta da faca tentando convencer a sociedade de que esta perdeu seus valores morais, e, depois que ela reencontrar seus valores, automaticamente o problema será resolvido.

Se a Igreja está disposta a defender uma estratégia tão árdua, deve estar também disposta a ajudar os fieis a recuperar estes valores. Uma campanha “casada” que envolvesse a luta em duas frentes seria, pelo menos, uma demonstração da intenção de resolver o problema.

Em meio a este momento de luta contra o uso da camisinha e a favor do reencontro com os valores morais de uma sociedade distante do caminho do bem, a Igreja não demonstra estranheza com o caso de estupro da menina de 9 anos. Como pode? Uma instituição preocupada com a retomada dos valores morais desta sociedade “perdida”, agir de forma tão apática quando o assunto foi o estupro. Talvez seja medo de ver comentários do tipo – Quem são eles para criticar um estupro? Ainda mais depois dos casos de pedofilia infantil.

Se eu fosse a Igreja e pudesse escolher entre responder a esta simples pergunta ou ser contrário à utilização de preservativos, eu responderia à pergunta, tranquilamente.

quarta-feira, março 04, 2009

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Jornalismo barato ...

Hoje vi uma matéria que me deixou revoltado. Um jornalista do jornal Extra Alagoas publicou uma matéria sobre a Boa Luz. Opinião é igual “bunda”, cada qual tem a sua. O que me revoltou foi o fato do jornalista em questão ter feito comparações covardes, comparou a gerente do hotel ao diabo. Esse tipo de “matéria”, se é que podemos chamar assim, demonstra a péssima qualidade do nosso jornalismo. Casos como esse mostram a sensação de “onipotência” de certos jornalistas sem compromisso com a ética. Além disso, o camarada conseguiu a proeza de colocar a CELPE como “Cia. De energia de Sergipe”. Qualquer criança que já tenha estudado as siglas dos estados acharia estranho ler um texto dizendo que “PE” é de Sergipe. Total falta de compromisso com a verdade, simplesmente lamentável.

Abaixo segue a resposta que mandei para o texto em questão. Resta saber se os moderadores irão deixar passar.



Meu nome é Alex, sou jornalista e moro em Aracaju – SE. Vi a “matéria” (se é que podemos chamar isso de “matéria”) sobre a Boa Luz. Após a leitura, reparei em alguns detalhes que precisam ser expostos. Acredito que possa sim ter havido algum problema, afinal, problemas acontecem em qualquer lugar. Por outro lado, ao que me parece, o jornalista deve ter faltado às aulas de ética na Universidade, se é que algum dia chegou a freqüentar alguma. Ao comparar a gerente com o “demônio”, o jornalista mostrou não ter noção do que é ser um jornalista de verdade. Nosso compromisso é com a verdade, não com a agressividade. Uma coisa é escrever um texto falando sobre algum problema ocorrido no hotel, outra coisa totalmente diferente, e covarde, é usar um meio de comunicação para fazer comparações grosseiras como as feitas no texto em questão. Um texto bem escrito, porém, repleto de ódio. É lógico que não existe a tão falada imparcialidade jornalística, mas isso não significa dizer que a classe deva partir para a covardia. Ridículo, absolutamente ridículo.

Felizmente eu conheço a Boa Luz, já passei muitos momentos felizes ali dentro e pretendo voltar mais vezes. Poderia ter passado por algum problema lá, como poderia ser em qualquer lugar, mas nunca passei. Mesmo que eu tivesse tido algum problema no hotel, isso não me serviria de justificativa para fazer um texto agressivo e totalmente sem ética como esse.

Outro detalhe que demonstrou a enorme falta de compromisso do jornalista em questão foi dizer que a CELPE é a “Cia de energia de Sergipe”. Desde quando? O que significaria o “PE” da sigla CELPE? Deve ser “Preciso Estudar”. Caso o senhor não saiba, a “Cia de energia de Sergipe” chama-se Energisa.

Lamentável, meu caro Mendonça...

sábado, fevereiro 21, 2009

Privatização já!

Tomar banho, sinceramente, é um dos meus hobbies. Mesmo no calor, adoro tomar um bom banho de água morna, o cheirinho de sabonete fica mais forte e a água morna relaxa, nos deixa leve, é uma tranqüilidade só. Já chegando ao final do banho, gosto de desligar o chuveiro e deixar cair aquela água gelada deliciosa que acaba com toda a tranqüilidade do meu delicioso banho morno e faz o coração bater mais forte, a respiração ficar mais intensa. Podem me chamar de maluco, mas eu gosto.

Nos últimos dias, Aracaju vem enfrentando sérios problemas com seu sistema de abastecimento de água. A situação está tão feia que até um sistema de rodízio na distribuição precisou ser implantado. Pra falar a verdade, eu nunca gostei do abastecimento de água aqui onde moro (Atalaia). A água chega sem força e o abastecimento é interrompido inúmeras vezes. Eu até que não tenho tido problemas aqui em casa, visto que o sistema da Atalaia não está fazendo parte do rodízio, mas os lugares onde freqüento fazem. Me dá impaciência só de pensar em ficar sem água em casa. Não consigo. Posso ficar sem telefone, sem luz, mas não sem água.

Na 13 de julho, vários prédios e empresas estão adquirindo água em caminhões-pipa. A maioria desses, não fornece água com o mínimo de qualidade exigida para o consumo, mas, é o jeito que as pessoas acharam para contornar o problema.

Certa vez, revoltado com o problema no abastecimento de água no meu bairro, mandei um e-mail para a ANA. Conhece a Ana? A ANA é a Agência Nacional da Água. Na ocasião, havia pensado ser uma Agência como a ANP, ANAC ou ANATEL. Não era. Eles recomendaram que eu fizesse minhas reclamações diretamente ao serviço de abastecimento. Eu desisti. Desisti porque não sou o primeiro a me revoltar e não serei o último. A DESO não vai melhorar. Não acredito nessa melhoria. A DESO é uma empresa de economia mista, criada em 69. Tem como seu principal acionista o Governo de Sergipe, com 99% das ações e, em minha opinião, deixa muito a desejar.

Podem me achar radical, mas, no caso da DESO, sou totalmente a favor da privatização. Acho que o Estado é mais competente para cobrar do que para gerenciar. A Estado deixaria de ser cobrado pelos problemas no abastecimento e passaria a cobrar, através de uma Agência Reguladora que multaria a empresa toda vez que esta faltasse com as cláusulas do contrato de abastecimento. Como já diria Julinho Porradão – o filósofo – “Se não guenta, pra que veio, meu brother?”

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

SETV

Hoje resolvi assistir ao SETV primeira edição. Para ser sincero, os telejornais não me empolgam mais. Prefiro ler as notícias on-line, mas tenho escutado vários comentários sobre coisas “sem noção” acontecendo no telejornal do almoço, aquele que na faculdade ouvi dizer ser o mais light por se tratar de um telejornal exibido em horário do almoço.

Ouvi dizer também que o apresentador é como parte da família, pois enquanto o jornal está sendo exibido, ele está ali dentro, almoçando com a família. Por isso, o jornal deve ser preparado com respeito e cautela. Infelizmente, não é o que tenho visto. Percebi um pouco de agressividade em algumas entrevistas, sem contar que hoje fui surpreendido com um baita close numa fossa estourada na Av. Osvaldo Aranha. Eu sei que o problema precisa ser mostrado, talvez o pessoal nem tenha olhado com esses olhos, mas quando fui almoçar o meu feijãozinho preto, a imagem da fossa estourada não saiu da minha cabeça e fiquei sem fome. Mesmo que fosse do marrom...

Mais uma vez, estava conversando com a minha grande amiga Amanda, um desperdício da comunicação, e discutíamos sobre um comentário feito durante o mesmo jornal. Na hora de falar sobre os cuidados na exposição ao sol, a apresentadora falou que os dermatologistas recomendam a uma pessoa “morena média” que fique por no máximo 3 horas no sol, utilizando bloqueador solar fator 15. Aí vem a pergunta: O que vem a ser uma “morena média”? A média é a soma dos extremos dividida por dois. Quais são os extremos? Eu e o Mussum? Amanda e o Pelé? Eu estou na categoria dos brancos ou na dos transparentes? Haja relatividade pro meu gosto...

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

100% de preocupação

Eu sei que no final, o que vale mesmo são os números, mas esses 100% de aproveito do Mengão não me deixam animado, sinceramente eu não consigo me animar com atuações fraquíssimas como as que vem acontecendo. Os pontos estão garantidos, mas nem o time e nem a presidência do clube me passam segurança.

Por mais que o problema tenha sido resolvido, ver os melhores ginastas do Brasil, atletas rubro-negros, sem saber qual seria o futuro deste esporte no clube foi preocupante.

Não posso julgar o presidente por todos os problemas que acontecem, pelos salários atrasados, mas é difícil entrar na minha cabeça o fato de que o clube com a maior torcida do Brasil tenha dificuldades financeiras. A marca Flamengo vale mais que muita empresa conhecida.

Semana passada a Globo divulgou em seu portal que o Flamengo é o clube que mais recebe dinheiro referente a cota televisiva em 2009. Divulgaram até a quantia, cerca de R$ 39 milhões, se não me engano. Isso foi ótimo, assim, nós, torcedores fanáticos podemos cobrar uma boa utilização desse dinheiro.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

terça-feira, janeiro 13, 2009

Pastéis de vento? Eu não concordo ...

Hoje foi um dia normal, fui estudar com a Carol e tivemos resultados excelentes nas provas que fizemos, conversamos sobre diversos assuntos, caminhamos e, por fim, assistimos a dois episódios de House. Em relação às conversas, passamos por diversos assuntos, planos, opiniões, piadas (não poderiam faltar) e uma pequena “revolta” em especial. Na verdade, essa revolta não é tão pequena assim, a revolta é grande demais.

Falávamos sobre alguns comentários que li na comunidade dos aprovados no concurso da Petrobras onde alguns dos concursados falavam sobre a falta de experiência na área e coisas do tipo. Eu também sou um desses, aprovado no concurso e sem tanta experiência na área. Normal ter medo quando estamos próximos de realizar um sonho como este, eu também sinto esse medo e, por isso, tenho lido vários livros sobre jornalismo para que eu possa, se deus quiser, ser um bom profissional.

Até aí tudo bem, tudo normal. A revolta que falei no início não se deve a isso, mas sim, por ter me lembrado de uma amiga. Esta amiga não faz parte do meu grupo de convivência diária ou semanal, me encontro com ela pessoalmente em situações sempre inesperadas, sem combinar previamente. Mas e daí? A convivência diária não é um requisito para uma amizade verdadeira. Voltando a falar da minha amiga que me revolta, tenho que dizer, ela consegue fazer textos excelentes, dos melhores que já vi. Essa pessoa ainda tem a enorme cara de pau de dar o nome “Pasteis de vento” ao seu blog. Tenha dó, Amanda, seus textos (pastéis) são recheados de imaginação, verdadeiramente saborosos de se ler. Dificilmente, pra não dizer nunca, eu vejo um texto que chegue aos pés dos seus textos nos jornais da nossa querida Aracaju. Infelizmente, Amanda resolveu não desenvolver esse dom que tem e partiu pra área da saúde. É um desperdício, um verdadeiro desperdício.

Ao mesmo tempo que fico triste ao ver tanto desperdício, ainda tenho esperança de ler textos da Amanda em jornais, revistas ou até mesmo em livros.

É isso ...

domingo, janeiro 11, 2009

Israel x Gaza

Estava vasculhando pela internet, tentando achar opiniões sobre o que está acontecendo em Israel e na faixa de Gaza. Primeiramente, vou colocar abaixo a tradução de um texto sobre o que está acontecendo. Vale lembrar que eu não sou um tradutor profissional, portanto, não cobrem muito de mim. O artigo II da Convenção para a Prevenção e a Repressão ao Crime de Genocídio (1948) não faz exceções por motivos, em outras palavras, usar o Hamas como desculpa é inaceitável. A Convenção discute “Deliberadamente infligir condições de vida calculadas para destruir um grupo, incluindo a privação deliberada de recursos necessários para a sobrevivência física do grupo. Água potável, comida, vestimentas, abrigo ou serviços médicos. A privação dos meios para dar suporte à vida pode ser imposta ao confiscar colheitas, bloquear o acesso aos alimentos, detenção em campos, realocação forçada ou expulsão para algum deserto. Israel tem tido sucesso em interpretar-se como a vítima com o seu dever de defender o seu povo, mas a realidade é que TODOS possuem esse direito de defender o seu povo e viver em segurança. Essas não são privilégios a serem aproveitados somente pelos Israelenses no Oriente Médio. Os Israelenses insistem que a última violência teve início quando o Hamas “terminou” os seis meses de trégua. Eu não soube que houve trégua. Durante essa trégua de seis meses, o Centro de Midia Internacional do Oriente Médio (Colaboração de jornalistas palestinos e internacionais) relataram que o exército israelense matou 23 palestinos, feriram 62 e seqüestraram 38 residentes na faixa de Gaza. Trégua? Que trégua? Em termos de vida diária dos palestinos em Gaza, Israel tem impedido a chegada de suprimentos médicos, comida e combustível para bases regulares pelos últimos dois anos. Anteriormente aos últimos ataques, muitos têm morrido de doenças tratáveis devido ao bloqueio dos suprimentos médicos. Um artigo da agência Reuters (30/12/08), citando recursos para salvar as crianças (Reino Unido) mencionou que 70% das crianças palestinas já possuem deficiência de vitamina A e quase metade das crianças com menos de dois anos eram anêmicas devido ao bloqueio das fronteiras. Anteriormente, no último ano, um artigo do Toronto Star (11/02/08) apresentou palestinos de Gaza que tem abastecido seus carros com óleo de cozinha devido ao bloqueio do abastecimento de combustível na região. Qual seria a resposta de Israel se a situação fosse ao contrário? Infelizmente, nossa mídia não está cobrindo essas táticas, pelo contrário, está, geralmente, escolhendo publicar as voltas de Israel com sua vitimização. Israel é sempre vítima. Mesmo com a revelação, em um artigo do Haaretz (4 de janeiro de 2009) de que o exército israelense superestimou a gravidade dos foguetes de Gaza, Israel não irá desistir e jogar pro alto o seu cartão de visitas de vitimização. Os bombardeios continuam junto com a alienação que vem com eles. Talvez, o historiador Israelense Ilan Pappe, tenha colocado o seu melhor no artigo recente “A fúria alienada de Israel e suas vítimas em Gaza” (Israel´s righteous fury and its victims in Gaza.). Ele escreveu, “A alienação é um poderoso ato de auto-privação e justificação. Ele explica o motivo que leva a sociedade judia de Israel a não ser mudada por palavras de sabedoria, persuasão lógica ou diálogos diplomáticos. Bom, o link de onde tirei isso é o seguinte: http://www.iviews.com/Articles/articles.asp?ref=MM0901-3772 Se você leu e acha que pode me ajudar a traduzir isso, por favor, mande um comentário. Em breve traduzo a segunda parte. Se tiver algo que possa ser melhorado aí, please, help-me.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Músicas Comentadas II

Continuando o cantinho "Simone", segue mais uma pérola dos canticos natalinos:

Boas Festas
Simone
Composição: Assis Valente

Anoiteceu
O sino gemeu
A gente ficou
Feliz a rezar
Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim,felicidade
Eu pensei que fosse uma
brincadeira de papel
Já faz tempo que pedi
Mas o meu Papai Noel
não vem

com certeza já morreu
Ou,então felicidade
É brinquedo que não tem

Bem, deixei pra comentar após copiar a letra da música completa. Pra todos aqueles que não concordam comigo, favor ler atentamente a última estrofe... depois disso, acho que nem preciso dizer mais nada.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Natal do terror ...

Músicas comentadas ...

Noite Feliz

Noite feliz, noite feliz
Ó senhor, Deus de amor
Pobrezinho nasceu em Belém
-> Pobrezinho? Poxa, pobrezinho sou eu, ele era filho de Deus.
Eis na lapa Jesus, nosso bem -> Na Lapa? O que ele foi fazer lá?
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus
-> Esse dorme em paz me lembra o “descanse em paz”, uma afirmação meio mórbida pra uma criança. Acho que ficaria melhor uma música que falasse sobre coisas normais que qualquer criança faz, como brincar, rir, falar a primeira palavra e qualquer atitude normal de criança. É dado um ar tão sério que as vezes me vem a idéia de que Jesus era pregador desde nenem, como se as pessoas só fossem dormir após a benção do bebê. Muito doido isso.

Noite feliz, noite feliz
Ó Jesus, Deus da luz
Quão afável é teu coração
Que quiseste nascer nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar
Noite feliz, noite feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores, seus anjos no céu
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus salvador
De Jesus salvador
-> Pelo amor de deus, uma música mais alegrinha por favor.


Então, é natal
Composição: Versão: Cláudio Rabello


Então é Natal, e o que você fez? -> O que você tem a ver com isso, Simone?
O ano termina, e nasce outra vez. -> Claro, lógico e evidente. O problema é que você compara o passar de um ano com a vida, então, no caso, esse período de fim do ano, mais precisamente o natal, seria o equivalente aos dias finais de vida, ou seja, a morte.
Então é Natal, a festa Cristã. -> É mesmo? Nem parece, com uma música triste dessas.
Do velho e do novo, do amor como um todo.
Então bom Natal, e um ano novo também.
-> Canta de um jeito mais alegre, vai passar a mensagem de uma forma mais produtiva.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem. -> E as crianças recem nascidas que ainda não sabem oq é bem ou mal? E os animais? Que sejam infelizes??
Então é Natal, pro enfermo e pro são.
Pro rico e pro pobre, num só coração.
-> Incentivando os pobres a acharem que podem gastar seu dinheiro com presentes e comidas caras uma vez no ano.
Então bom Natal, pro branco e pro negro.
Amarelo e vermelho, pra paz afinal.
-> Amarelo e vermelho são cores que mexem com o nosso cérebro incentivando a comer, veja o logo do Mc Donalds por exemplo. A cor da paz não é a branca? Das pombas e tal?

Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
-> Coitados daqueles que ainda não sabem ...
Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez.
E Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, o amor como um todo.
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.


Harehama, Há quem ama. -> Fala em portugues, cacete !!!
Harehama, ha...Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa...
-> O que essa mulher quer colocando tragédias em músicas feitas para comemorar o nascimento de Jesus? Tenha um pouco de bom senso, pelamordedeus.
É Natal, É Natal, É Natal.

Noite feliz? Que nada, um pesadelo ...

Noite Feliz nada, o Natal parece mais um pesadelo, e olha que a data foi instituída para comemorar o nascimento de Jesus, nem parece. A Páscoa é bem mais alegre que o Natal. Às vezes eu fico passeando pelo shopping e reparo na tristeza das músicas natalinas. Talvez essa morbidez tenha um propósito, tocar os corações daqueles que passaram o ano todo fazendo besteiras e levá-los a ver a festa como “última chance” do ano para provar que existe um pouco de bondade em suas atitudes. Com isso, as pessoas se convencem de que fazendo um pequeno sacrifício no Natal, elas estarão perdoadas de todos os erros do ano. É uma injeção de satisfação na consciência. Na verdade, o que ocorre é uma espécie de trato de fingimento onde de um lado, indiretamente, a sociedade demonstra perdoar todos os erros cometidos durante o ano todo desde que a pessoa se comprometa a fazer algo que preste no Natal. É um acordo mútuo e inconsciente.

Já pararam para reparar no quanto as músicas de Natal são tristes? A Noite Feliz, de feliz não tem nada. E o que dizer de “Então, é Natal”? É uma das músicas mais tristes que já ouvi em toda a minha vida, não só pelo ritmo, mas pela audácia da letra que inclui as tragédias de Hiroshima e Nagazaki. E olha que é uma data comemorativa do nascimento de Jesus. Já pensou como seriam as músicas sobre a morte do coitado? Onde já se viu, tocar os corações para torná-los mais suscetíveis à manipulação de propagandas, mais suscetíveis a gastar seu dinheiro sem arrependimento, afinal, é Natal, e o que você fez?

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Igreja x uso de preservativos

Acho que todos conhecem a posição da igreja católica em relação ao uso da camisinha. Eu já sei que a igreja é contra há muito tempo, mas há pouco tempo atrás, ouvi pela primeira vez uma referência direta ao assunto, proferida por um padre. O padre condenou o uso da camisinha, e, não satisfeito, fez declarações de repúdio às campanhas do governo que incentivam e distribuem a camisinha nos postos de saúde. Segundo ele, isso é um incentivo à promiscuidade.

Ao ouvir esse sermão, eu me lembrei de uma história de vida, uma história real. Dona Maria era casada, já tinha filhos maiores de idade quando seu casamento acabou. Dona Maria ficou muito chateada com a separação, afinal, amava o marido. O problema é que os dois já não se entendiam bem, e isso levou à separação.

Um bom tempo depois, dona Maria conheceu João, um homem que conseguiu suprir todas as suas carências do momento, conseguiu dar-lhe a segurança que precisava para seguir em frente, deu-lhe a segurança de que não iria terminar seus dias sozinha.

Como qualquer casal normal, dona Maria e sei João mantinham relações sexuais. O problema é que o seu João foi desonesto ao não informar Maria que era soropositivo. Na verdade, para expressar minha opinião eu serei obrigado a perder a compostura e dizer que o seu João foi um grande de um fdp que tirou da dona Maria o prazer de uma vida normal.

Voltando ao sermão proferido pelo padre, não concordo em ponto algum com a opinião da igreja. A promiscuidade não é generalizada. Não acho que a dona Maria seja uma pessoa promíscua, de forma alguma. Pelo contrário, ela foi uma pessoa enganada por alguém que usou de muita má fé para transformar a sua vida em um verdadeiro inferno.

O Governo está agindo corretamente incentivando o uso dos preservativos. O objetivo do governo é resolver o problema, e não impor uma mudança cultural. Analisar este conflito é como analisar a campanha “Fome Zero”. Muito foi falado sobre “não devemos dar o peixe, mas sim, ensinar a pescar”. Eu até concordo com o pensamento, mas se você se restringe a apenas ensinar um faminto a pescar, é bem capaz de ele morrer de fome antes de o peixe morder o anzol. É necessário ensinar a pescar sim, mas só isso não adianta, tem que conter o problema da fome, assim como é necessário conter o problema da AIDS. Deste modo, se o governo ficar apenas fazendo campanhas de “Não a promiscuidade” o número de infectados vai quadruplicar em pouquíssimo tempo.

O papel do governo é esse, conter o avanço da doença. Já a questão da promiscuidade eu deixo a cargo da própria igreja. O Governo, felizmente, está fazendo a sua parte da maneira correta, e com resultados comprovados. E a igreja? Está fazendo a sua parte?

Às vezes é necessário darmos um passo pra trás para darmos 20 pra frente em seguida. Infelizmente, a igreja mantém uma posição retrógrada e irredutível quanto a isso.

sábado, novembro 15, 2008

Série Coments

Pronto, decidi parar de falar sobre séries aqui. A partir de agora, quando eu quiser falar de séries, falarei no Série Comments, meu novo blog.