segunda-feira, janeiro 31, 2011

Aplicativos de Geolocalização

Há quem odeie os aplicativos de Geolocalização. Preocupações com privacidade e até com a segurança são alguns dos contras desses aplicativos. Por outro lado, Gowalla, Fouraquare, Latitude e outros aplicativos do gênero, a cada dia, ganham mais adeptos. Mesmo assim, muitos ainda não têm a menor idéia de qual a “essência” desses aplicativos.

Assim como tudo na vida, podemos analisar a questão a partir de vários pontos de vista. Vamos entender primeiro como funciona o site para, a partir de então, entendermos como podemos usufruir dos seus benefícios. Eu uso o Foursquare, portanto, falarei apenas desse site.

Primeiro, o usuário faz um cadastro em www.foursquare.com. A partir de disso, é importante usar um aplicativo para o celular. Ao chegar, por exemplo, num shopping e acessar o aplicativo do Foursquare, você verá uma lista com todos os locais cadastrados que estão mais próximos. A partir daí, você faz o seu check-in, dizendo ao aplicativo que você está naquele local. Além de informar onde está, você pode adicionar dicas e fotos do estabelecimento. Existe uma “To do List”.

Se você ler essa lista de dicas (Tips) e a “To do list”, você vai poder aproveitar bem melhor. A possibilidade de cadastrar essas dicas dá poder ao usuário que pode reclamar de tudo o que não agradou no local.

Antes de fazer o check-in, é possível saber quem está no local. Isso ajuda na hora de encontrar os amigos adicionados na sua lista do Foursquare.

Quando você é a pessoa que mais deu check-in num determinado lugar, vira o “prefeito”. Quando isso acontece, tem a possibilidade de alterar alguns dados que possam estar errados.

Alguns lugares, oferecem recompensas para os prefeitos. No Brasil, só vi um estabelecimento fazer isso, o Spoleto. Os prefeitos ganham um prato grátis ao fazer o check-in na frente do caixa e mostrando ser o prefeito da loja. Pelo que li, o Foursquare não está conseguindo atender a todos os pedidos de interessados em realizar promoções como a do Spoleto.

Com o crescimento do site, a tendência é que essa estrutura aumente e novos estabelecimentos realizem promoções e recompensem seus frequentadores.

Como dica de segurança, vale lembrar que a pessoa pode muito bem fazer o check-in quando estiver saindo do local, evitando assim que seja encontrada. Também é interessante evitar check-ins em sua própria casa, para que ninguém saiba onde você mora.


Como tudo na vida, podemos utilizar o Foursquare de várias formas. Podemos também não utilizar. Aos que acham a idéia interessante, vale a pena usar. Mas se você for do tipo que não gosta desse tipo de coisa e vai ficar paranóico achando que está sendo seguido, realmente, é melhor nem fazer o cadastro.

Ronaldo mais uma vez mostrando sua habilidade para falar besteiras

Sinceramente, eu nem precisava ficar comentando aqui sobre uma pessoa tão contraditória, mas esse cidadão segue incansável na sua arte de criticar sem ter fundamentos. Li uma matéria da ESPN Brasil sobre uma entrevista do Ronaldo Nazário para a Folha.

Segue abaixo o texto com os comentários (em vermelho).

Ronaldo vive o seu último ano como atleta, mas já fala como empresário. Dono de uma fortuna estimada em US$ 250 milhões (cerca de R$ 420 milhões), sempre mostrou gosto pelos negócios. É o caminho que, não faz segredo, deverá seguir ao fim da temporada, quando pendurar suas chuteiras.

O futebol já se foi faz tempo.

Enquanto esse dia não chega, o atacante Corinthians observa o mercado da bola e critica, por exemplo, a forma como foi conduzida a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo.

Se agora, que ele deveria estar jogando, ele já fica fazendo críticas ridículas, imagine quando se aposentar e não tiver nada pra fazer.

“Eu achei um pouco – bastante aliás –, confusa. O Assis [irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho] tentou blindar o Ronaldinho de tudo, mas chega uma hora em que o jogador tem que ter voz própria. Ele não demonstrou em nenhum momento qual era a vontade dele realmente antes de fechar”, analisou, em entrevista à revista “Serafina”, encarte dominical do jornal “Folha de S. Paulo”.

Então qual é o certo? Deixar claro qual é a vontade dele, usar a estrutura do clube que ele diz preferir, usar fisioterapeutas do clube, se dizer um apaixonado pelo clube, sair trajando o uniforme do clube para pegar travestis e depois fechar com outro?

O Fenômeno já admite estar se preparando para o seu pós-carreira. A inauguração em fevereiro do escritório de sua empresa, a 9ine, que terá como principal foco o gerenciamento da carreira de jogadores de futebol, é um primeiro passo nesse sentido. Ele sonha em mudar a mentalidade dos atletas.

Espero que essas mudanças na mentalidade dos atletas não tenham o senhor Ronaldo Nazário como espelho. Seria um fiasco.

“Tem muito o que ser feito no futebol. A preparação dos atletas, hoje, é inexistente nos clubes. Eles não estão preparados em formar homens com futuro. A gente vai dar muita assessoria no sentido também de preparar a carreira dos atletas. Hoje em dia, a grande maioria dos jogadores, depois que termina de jogar futebol, começa a passar dificuldades. É muito complicado. Você vê o potencial que tem o Neymar... Trabalhar bem o Neymar é formar um homem para a vida toda, prepará-lo para encarar a Europa”, afirmou.

Ridículo, senhor Ronaldo. Mas, vindo do senhor, era de se esperar.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Pérolas do Meia

Irreverente, debochado, um jornal que abre mão da seriedade em troca de uma boa piada na capa. Assim é o jornal Meia Hora. Enquanto os jornais comuns seguem na incansável busca pelo “furo de reportagem”, o Meia Hora segue a sua busca pela “piada perfeita”.

A vítima de hoje foi Adriana, a nova integrante do BBB.

Clique na imagem para ter acesso ao arquivo em pdf.

O retorno

Se alguém me perguntar onde almocei na terça-feira da semana passada, talvez eu não consiga lembrar, mas lembro perfeitamente do dia 20 de dezembro de 2006, dia em que tirei esta foto ao fundo. Em meio ao chamado caos aéreo, o já atrasado vôo que deveria decolar do Aeroporto Santa Maria (Aracaju) às quatro, só foi sair depois das seis. Estávamos taxiando para a pista 11 quando tirei essa foto vista ao fundo do blog.

A escolha não foi por acaso. Poderia deixar a foto padrão do Google, uma estrada meio embaçada. Mas não. Como todos sabem, a minha paixão pelas pistas de pouso supera qualquer sentimento pelas estradas brasileiras. Além disso, o blog precisava muito de uma cara nova. É um incentivo para que eu volte a postar aqui.

quarta-feira, março 10, 2010

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Infonet.com.br

Qual seria o objetivo de uma campanha que previne a redução de traumas? Já vi campanhas de prevenção aos acidentes de transito, mas nunca vi uma campanha de prevenção à redução de traumas. Será que eles distribuem cerveja para incentivar o aumento de traumas?

terça-feira, fevereiro 02, 2010

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Pérolas dos jornais

A pérola da vez foi do Jornal da Cidade, de Aracaju, SE. "Mulher invade pista de vôo e impedi decolagem". Além do título, muito mal escrito, vale destacar a tremenda imbecilidade contada na matéria. Se colocar na frente de um avião com uma criança de colo é o cúmulo. Deviam processar a passageira por tentativa de homicídio.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Torcedores do São Paulo tentaram fazer uma piada semelhante com um cartaz do Jason, mas, felizmente, essa fama de bambi aqui não pega. E por falar nisso, foi sensacional a série do Profissão Repórter sobre os ultimos jogos do Brasileirão Petrobras 2009. A cena do Richarlyson voltando irritado pro vestiário e levantando a camisa deixando-a como se fosse um bustiê foi impagável.

Sobre a polêmica da taça de bolinhas, já está mais do que na hora de a CBF resolver essa questão de uma vez e reconhecer a mais essa vitória do Mengão.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Tabela de preços Oi da um tiro no próprio pé / Mengão hexacampeão

Hoje tive uma grande e desapontadora surpresa ao pesquisar por tarifas de telefonia fixa. No site da Oi, há uma tabela com as tarifas de ligação de Oi para telefones móveis. Conclusão: é preferível ligar para telefone da empresa Claro a ligar para telefone da Oi. É um enorme tiro no pé. Sai mais barato.

Agora já podemos comemorar, o sonho virou realidade e o Mengão é hexa. Quanta felicidade. E olha que ainda teve gente com papo de "entrega". Não teve nada disso, felizmente o Grêmio jogou direitinho enquanto o Flamengo foi tímido em campo. Sentiu nas costas a pressão de 17 anos sem o título brasileiro.

A minha comemoração foi no Leblon, assim como a de milhares de rubro-negros. Ao sair do botequim onde estava, dei uma passadinha no supermercado para comprar algumas coisinhas pra casa. A correria dos ambulantes estava grande dentro do supermercado. Muitos deles foram comprar caixas e caixas de cerveja para abastecer as ruas do Baixo Leblon.

quinta-feira, novembro 19, 2009

O Palmeiras reclama demais

Para grande parte da imprensa, o campeonato brasileiro já estava decidido há uns dois meses. O Palmeiras seria o campeão e o Fluminense seria rebaixado. A coisa mudou. Hoje, faltando três rodadas para o fim, ainda não se pode apontar um vencedor. O “Verdão” perdeu a cabeça de vez e a cada dia se distancia mais e mais da briga pelo título. Além dos problemas com o time que não joga bem, existe também um sério descontrole emocional. Os dirigentes reclamam de tudo. A última foi sobre o jogo entre Flamengo e Goiás no próximo domingo.

O problema é o seguinte: Dia 29 de novembro, em São Paulo, jogariam Corinthians e Flamengo e Palmeiras e Atlético-MG. A polícia militar solicitou à CBF a transferência do jogo entre Corinthians e Flamengo para o interior do estado, alegando que não poderiam ser realizados dois jogos com times rivais na mesma hora na cidade. Os palmeirenses pedem que o mesmo aconteça no Rio de Janeiro, pois, neste fim de semana, jogam no Maracanã Flamengo e Goiás, e no Engenhão jogam Botafogo e São Paulo.

É muito cômodo julgar, mas a diretoria do Palmeiras esquece um detalhe importantíssimo. O problema não é a realização de dois jogos na mesma cidade e na mesma hora. O problema é a violência existente entre as torcidas rivais, problema que, felizmente, no Rio de Janeiro não existe, ou pelo menos, não existe nas mesmas proporções que em São Paulo.

Sendo assim, antes de reclamar da realização desses dois jogos ao mesmo tempo no Rio, a diretoria palmeirense deveria olhar para a sua própria torcida e tentar fazer um trabalho para acalmar os ânimos seus dos torcedores.

O Flamengo e o Botafogo não merecem pagar pela violência existente nos estádios de São Paulo.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Erro de digitação

Ao ler o site Globo.com, encontrei uma notinha interessante: “Adriana receita humildade contra Náutico”. Mas quem seria essa Adriana que dispensa até sobrenome? Seria a Galisteu? A Bombom?

Na verdade, foi apenas um erro de digitação, corrigido logo em seguida pela equipe do Globo.com.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Vá de ônibus

Nos últimos dias, resolvi mudar um pouco na volta pra casa. Deixei de lado os túneis escuros e os vagões do metrô e passei a voltar de ônibus pra casa. A mudança está me fazendo bem, afinal, depois de um dia de trabalho árduo, prefiro voltar pra casa apreciando o Pão de Açúcar a voltar pra casa nas galerias escuras do metrô. Tenho feito isso desde a última sexta-feira. Excelente.

Hoje lembrei de uma palestra que assisti outro dia desses. O palestrante falou, entre outras coisas, do site www.vadeonibus.com.br. Uma ferramenta excelente para quem, assim como eu, não está familiarizado com os números das linhas de ônibus no Rio.

terça-feira, novembro 10, 2009

Dificuldades para encontrar imóveis no Rio de Janeiro

Encontrar um imóvel no Rio tem sido a minha maior preocupação desde que cheguei à cidade. Até mesmo o medo da violência já deu lugar ao pavor de não encontrar um lugar legal para morar. Primeiro consegui encontrar um apartamento “de temporada” em Copacabana.

Para quem não sabe, os apartamentos de “de temporada” já possuem móveis, talheres, eletrodomésticos etc. Além disso, eles são mais caros. A vantagem é que a burocracia para alugar esses apartamentos é menor.

Infelizmente, os apartamentos no Rio estão supervalorizados. Principalmente os da Zona Sul. Apartamentos de um quarto em Copacabana não saem por menos de R$1000. Na verdade, está difícil achar apartamento por menos de R$1000, seja ele em qualquer parte da cidade.

A procura por imóveis na cidade maravilhosa é tão grande que os profissionais da área já tratam os clientes com desdém. O atendimento é péssimo e a falta de vontade dos atendentes é de dar raiva. A burocracia também é um grande entrave. Na maioria dos casos, essas imobiliárias pedem fiador ou seguro fiança da empresa Porto Seguro. A outra possibilidade seriam as chamadas “cartas fiança”, mas, infelizmente, é difícil achar uma imobiliária que aceite, mesmo que esta “carta fiança” seja emitida pelas maiores empresas do país. As imobiliárias preferem “trabalhar” com as seguradoras. Deve ser maios uma forma de eles ganharem dinheiro. Fazer o que não é?

A importância do convencimento

Essa manhã, como em todas as manhãs, li as notícias de Sergipe no portal Infonet. Mais uma vez, me deparei com uma matéria sobre as retaliações sofridas pela passageira da GOL que deu o maior “pitti” no Aeroporto de Aracaju. A médica registrou queixa por estar sofrendo ameaças. Segundo a matéria, a médica e o marido estariam sendo apontados em locais públicos e recebendo ameaças por telefone.

Particularmente, achei muito ridículo o que aconteceu, achei a atitude da médica arrogante e prepotente. Mas isso, na verdade, nem vem ao caso. O que quero dizer é que independente de qualquer coisa, a situação não está sendo bem gerenciada. A médica só falou através de terceiros. Ou através do advogado ou através do marido. Esse distanciamento não ajuda nada. Não estou aqui cobrando uma atitude ou uma retratação. Cada um é cada um e resolve seus problemas da forma que preferir. Mas na minha humilde opinião, se a médica não enfrentar isso tudo, a situação vai demorar mais tempo para ser esquecida. Faltou convencimento.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Passageira da Gol em Aracaju, Aluna da Uniban e Calor Infernal no Rio de Janeiro

O dia ontem foi bem quente aqui no Rio de Janeiro e hoje deve ir pelo mesmo caminho. A foto ao lado foi tirada por uma das minhas colegas de trabalho e dispensa quaisquer comentários.

Bom, deixando de lado as reclamações a respeito da temperatura, vamos falar um pouco sobre algumas coisas que aconteceram nesses últimos dias. Primeiro a aluna da UNIBAN, hostilizada pelos colegas de faculdade. Sinceramente, quanta palhaçada. A aluna nem estava com um vestido tão curto. E ainda teve colega dela dizendo que “as roupas dizem quem você é”. Uma das coisas mais ridículas que já vi. Quanto preconceito.

E por falar em preconceito, direto da minha cidade natal, Aracaju, uma médica recém formada resolveu dar um “piti” no guichê da Cia aérea GOL no setor de embarque do Aeroporto Internacional Santa Maria.

Alguém estava lá e filmou o tumulto. A médica gritava reclamando que chegara ao aeroporto 15 minutos antes do vôo e o funcionário não permitira a sua entrada. Todo mundo sabe da recomendação de chegar 1 hora antes do vôo. Não tem motivos para reclamar. Muito menos para chegar ao ponto que chegou. A médica usou expressões preconceituosas e chamou o funcionário de “morto de fome”. Depois, com medo de um belo processo e assustada com a enorme repercussão do caso, ela divulgou um comunicado na rede que saiu pior que a encomenda.

Dá pra entender que em situações extremas a raiva nos faz tomar atitudes extremas. Daria pra entender se a médica tivesse xingado o funcionário, daria pra entender, até mesmo, se ela tivesse xingado a mãe do funcionário. O que não da pra aceitar é essa arrogância, essa idéia de achar que a maior ofensa é a demonstração de uma diferença de classe social. Isso é ridículo. É por essas e outras que a violência aumenta a cada dia.

Já existe um enorme abismo social na sociedade. As marcas famosas existem como forma de diferenciar as pessoas. É uma forma de rotular a sociedade dando a possibilidade de “comprar” um status. No fundo, isso não passa de um simples “eu tenho e você não tem”. Assim agiu a médica, tentando demonstrar que está num patamar superior ao dizer que o funcionário não tem dinheiro para comprar feijão, ao chamá-lo de analfabeto. O outro comentário que demonstrou o conformismo com a impunidade foi o famoso “me prenda”. Esse foi o clássico comentário de alguém que acredita na impunidade, acredita que nada acontecerá, afinal, além de considerar-se superior, a médica sabia que nas CNTPs, nada demais aconteceria. Felizmente, a Internet consegue ampliar a visibilidade dos fatos. Em alguns casos, a repercussão ajuda na resolução dos problemas.

Pelo que pude reparar, a Televisão está agindo com muita cautela. Espero que esse cuidado de chamar a médica de suspeita se estenda a pessoas de quaisquer classes sociais.

terça-feira, outubro 13, 2009

Bastardos e Inglórios

Nesse fim de semana, além de assistir aos primeiros episódios de House, tive a grande satisfação de assistir a dois filmes. O primeiro foi Bastardos e Inglórios, o mais novo sucesso do Tarantino. O segundo, Salve Geral, a aposta brasileira para o Oscar. Gostei muito dos dois, mas confesso que esperava mais do Salve. Pra organizar os comentários, primeiro vou falar dos Bastardos.

O filme é simplesmente sensacional. Tarantino dá um bicudo na história e assume a perversidade, a crueldade e a sede de vingança existente nos humanos. No mesmo dia em que assisti ao filme, aconteceu uma coisa que retrata fielmente o sentimento que o filme passou pra mim.

Era noite e eu precisava fazer algumas compras pra casa. Fui a um supermercado Pão de Açúcar e, enquanto fazia as compras, um funcionário me informou que o supermercado possui serviço de entregas gratuito que funciona até as 20h. Fui para a fila, mas quando chegou a minha vez, o caixa me disse que já eram 20:08 e o serviço não estava mais disponível aquele dia, já havia passado da hora. Confesso que nesse momento, a raiva me subiu à cabeça e comecei a imaginar coisas do tipo deixar o caixa contabilizar tudo para então ir embora e dizer que desisti das compras. O ser humano é assim. Alguns segundos depois a gente se acalma e entende que aquilo é um procedimento que precisa ser seguido, o caixa não tem culpa e existem motivos fortes para deixarem o serviço disponível só até as 20h.

Esse pensamento maldoso e primitivo, livre de quaisquer filtros existentes na sociedade, essa vontade de se vingar na hora de situações de raiva foi o que inspirou Tarantino.

Fico me perguntando se filmes como esse não serviriam como remédio para amenizar essa sede de vingança. Seguindo esse tratamento Tarantínico da vingança, talvez seja um anestésico para a nossa insatisfação com a política um filme em que a sociedade, ou parte dela se vinga de todas as atitudes corruptas desses homens que comandam a política no Brasil. Um filme onde, ao contrário da realidade, eles sofrem na mão do povo, eles precisam ir a hospitais públicos enquanto o povo viaja para cima e para baixo de avião. Ou então um filme onde a sociedade se vinga da ditadura militar.

Como já diria o mais novo "poeta" do Brasil, Zina: "Por que não?"

quarta-feira, outubro 07, 2009

Sim, nós podemos!

Agora há pouco, estava lendo o Emsergipe.com e encontrei uma notinha inusitada sobre a opinião dos sergipanos em relação à realização das olimpíadas no Rio. Em enquete realizada pelo portal sergipano, 70% dos votantes não acredita no sucesso da cidade maravilhosa em receber os jogos em 2016.

Não concordo com o pensamento da maioria dos sergipanos, e, ao mesmo tempo, entendo o que as constantes matérias negativas publicadas na imprensa do país deixam os brasileiros com medo do Rio. No dia 28 de junho deste ano, eu vim morar na cidade maravilhosa. Os primeiros dias foram tensos. Eu tinha medo de sair de casa. Um lugar muito especial marcou o meu processo de adaptação no Rio de Janeiro. Por mais estranho que possa parecer, eu me senti seguro dentro do Maracanã, e vou além. Sinto-me mais seguro indo ao Maracá do que indo a um clássico no Batistão.

Sim, o Rio tem muitos problemas, mas o dia-a-dia do Carioca não é essa guerra que a imprensa divulga.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Pedra Bonita / Bienal do Livro

A última vez que visitei a Bienal do Livro foi no século passado. Se não me engano, em 1995. cursava o segundo ano do 2º grau e fui em excursão com o pessoal do Medianeira. A Bienal continua sendo um evento muito interessante, principalmente para quem gosta de livros.

Na época da escola, eu ainda não tinha esse hábito de leitura que possuo hoje, portanto, a experiencia de visitar a feira passou a ser bem mais prazeirosa. São três pavilhões enormes com estandes de editoras, livrarias e empresas patrocinadoras. As promoções não são o maior atrativo visto que onde tem preço baixo, tem muita gente. Mesmo assim, a feira conta com uma variedade imensa de livros para todos os gostos.

A gripe dificultou um pouco a minha vida no fim de semana, mesmo assim, consegui aproveitar bastante. Antes do passeio na Bienal, fui com primos até a Pedra Bonita, aquele local onde a galera salta de asa-delta. O lugar é muito lindo, mas o coração bate mais forte só de olhar o pessoal saltando. Curiosamente, o para-glider foi o equipamento que me passou mais segurança. O salto custa R$200 e inclui a subida de carro, o salto, fotos tiradas durante o voo e um video editado.

Nem vi o preço da asa porque a cena me deixou até assustado. O cara salta da rampa e a asa cai até o momento em que ganha autitude novamente. O salto no para-glider pareceu ser menos traumático. O pessoal só precisa caminhar e o para-glider puxa para o alto. Outro detalhe é que ele pareceu descer mais devagar. Deve ser uma maravilha aproveitar o voo com aquela paisagem. Só me falta coragem, na verdade, muita coragem.