quarta-feira, outubro 08, 2008

Detenção / Sensacionalismo

Detenção

Engraçado como são as coisas. No dia das eleições eu estava escutando FM o tempo todo para saber das últimas notícias. Fiz isso durante grande parte da tarde e no início da noite de domingo. Foi engraçado ouvir no rádio o ex-governador do Estado, João Alves Filho dizendo que era uma ousadia da polícia detê-lo. Onde já se viu? Quer dizer que o fato de ter sido governador o torna um cidadão intocável?

Continuando a história, hoje li o seguinte trecho no portal Infonet:

Outro fato que segundo afirmações de Mendonça Prado pode ter atrapalhado a sua candidatura no dia 5 de outubro foi a detenção do ex-governador João Alves Filho no episódio com a Polícia Militar. Na sua avaliação, João Alves era um importante cabo eleitoral, que ficou detido das 10h até as 16h, o que o impediu de conseguir votos que poderiam ter sido decisivos. “Acredito que o ex-governador teria me ajudado bastante. Em função de um erro de uma autoridade policial que queria aparecer, fomos prejudicados”, avaliou.

Segundo o texto encontrado no portal Infonet, Mendonça coloca a detenção do ex-governador como um dos fatores de sua derrota, já que, segundo ele, João Alves era um importante cabo eleitoral e, por ter ficado detido por 6 horas, deixou de conseguir votos importantes.

Mas o que diabos o João Alves poderia fazer caso não estivesse detido? Não é proibida a propaganda eleitoral em dia de eleição? Como ele iria conseguir esses votos importantes? A propósito, não eram poucos votos. É impressionante essa necessidade de culpar alguém quando as coisas dão errado.


Sensacionalismo

Ano passado passei o mês mais triste de toda a minha vida. Minha mãe estava muito doente, sem expectativas, sem esperança em vista de um câncer muito agressivo. Em vista disso, viajei para Barra do Piraí para passar os últimos momentos com ela. Foi um mês de tristeza, de sofrimento, lembro que me sentia como se estivesse aguardando uma grande porrada dentro da cara, sabendo que não teria como me defender e ao mesmo tempo não poderia iniciar os curativos já que a porrada ainda não havia sido dada. Foi uma sensação de impotência, de tristeza, nem sei descrever, mas posso dizer sem sombra de dúvidas que foi o pior momento da minha vida.

Hoje me sinto melhor, claro que ninguém consegue esquecer completamente um momento como esse, uma pessoa como ela foi, mas pelo menos eu acho que estou conseguindo lidar com a saudade, com as lembranças. Posso dizer com convicção que sei o que é sofrer de verdade.

Depois de viver todo esse sofrimento, este ano, me deparei com a campanha do candidato Mendonça Prado onde aparecia a ex-senadora Maria do Carmo com “cara de hospital”, “voz de hospital” e “papo de hospital”, lembrando do momento difícil que está passando com uma doença e pedindo voto para o genro. Não aceito, sinceramente, eu não aceito que alguém se utilize do sofrimento para pedir votos. São duas coisas que não podem ser misturadas, jamais.


Bomba no avião

Brasileiro é um povo bem tranquilo, se fosse em outro lugar os passageiros estariam preocupados. A preocupação aqui é só com o atraso. Como é bom ser brasileiro.


2 comentários:

caró disse...

Coitado do Jones Alves. Acho que ele, como cabo eleitoral, conseguiria reverter os 51,72% dos votos. Só acho, repito, que ele deveria trocar de camisa. SUJISMUNDo

caró disse...

tô falando do Edvaldo. Num tô dizendo das camisas do Jones naum. Mesmo pq quando eu penso na cena do jones preso só me lembro de roupas de cadeia. vai fazer sucesso na Odonto heim? joãos alves com roupas de presidiário