sexta-feira, agosto 22, 2008

Medalhas, Hong Kong e foice ...

Medalhas

Uma da manhã e aqui estou eu, escrevendo o post pro blog, feliz com a vitória do mengão, boquiaberto com o papo que tive hoje no ponto de ônibus e maravilhado com o cenário de Hong Kong para o Flight Simulator X.

Com grande satisfação, venho dividir com vocês, meus leitores, toda a minha emoção com a notícia que acabei de ver na TV. Acabamos de perder o jogo de vôlei de praia e ficamos com a prata. Mesmo assim, conseguimos realizar um objetivo dificílimo – Passamos o Zimbábue no quadro de medalhas!! Isso é gratificante para nós. Além disso, estamos coladinhos com o Cazaquistão, o país do famoso jornalista Borat!! Como já dizia Galvão Bueno, o sábio – Agüenta coração!

É muita emoção para um dia só. Temos apenas uma medalha de prata a menos que o Cazaquistão. Queria passar a Etiópia que no momento encontra-se 3 posições a nossa frente, mas acho difícil, afinal, eles são uma potência esportiva.


Hong Kong

Há poucas horas, estava testando um cenário para o Flight Simulator X. Perfeito, mostra até as graminhas acumuladas no canto do asfalto. Muito bom mesmo.


Foice

Hoje eu estava esperando o ônibus, como sempre. Perto de mim, havia uma senhora que também aguardava o mesmo ônibus. Com medo de esperar muito, perguntei se ela estava ali fazia muito tempo e se o Fernando Color – Atalaia já havia passado. Ela disse que não. Foi então que passou uma caminhonete da polícia em altíssima velocidade em meio a dois carros. Quase bate. Isso foi o estopim para que a senhora começasse a conversar comigo sobre seu ódio pela polícia. Falou que já havia visto policiais batendo em garotos inocentes e teriam também “plantado” drogas dentro das roupas dos moleques. Até aí tudo bem, não me assustei. O papo continuou e ela contou uma história sinistra.

"Pois bem, o local onde moro é muito perigoso e quando meu marido viaja e eu fico sozinha em casa. Certo dia, lá pelas duas horas da madrugada, ouvi um barulho de pessoas entrando no sítio. Levantei e peguei uma foice bem amolada que o pessoal usa para trabalhar lá em casa. Nisso, o ruído foi aumentando e percebi que eles estavam chegando cada vez mais perto. Segurei a foice com força e fiquei aguardando atrás da porta. Quando o primeiro abriu e começou a colocar a cabeça para olhar dentro da casa, não pensei duas vezes e meti a foice no pescoço dele. Eram três, mas os outros dois saíram “ca gota”. Peguei ele, coloquei ele num saco, amarrei com uma corda e saí puxando de cavalo. Era uma distancia mais ou menos daqui até lá na frente, está vendo? "

Fiz de tudo para ficar calmo e confesso que consegui. Nunca tinha ouvido um relato tão direto quanto esse e acho que foi até importante para que eu tenha experiência para ouvir todo tipo de história. Não sei se a senhora falou a verdade ou não, mas essa, com certeza, foi mais uma das minhas inesquecíveis histórias de ônibus em Aracaju.


Music One

Pra terminar, vou deixar aqui um video que achei no youtube. Ele é dedicado à minha rádio favorita. http://www.m1live.com/. Não sei quem fez e nem li todo o texto exibido nele, mas eu precisava deixar uma trilha sonora ...


Um comentário:

Amanda disse...

ueahueuheahueahuaue

E nós só estamos assim pertinho da Etiópia porque o pessoal de lá não se alimenta. he he he

Rapaz, que véia bruta, essa, viu? Valente!
Quem não anda de ônibus não tem história pra contar...